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Caso “dantesco”. O presente está aí, mas é prudente não esquecer a gênese de Daniel Dantas

Tenho notado a preocupação de alguns (aliás, nem tão poucos assim) midiatas, especialmente dos veículos grandões, em demarcar o tempo de falcatruas de Daniel Dantas. Invariavelmente fazendo de conta que tudo começou, ou se acentuou, em 2000 e poucos. Não, não é verdadeiro. Ou não é totalmente verdadeiro. Afinal, a gênese do mega-escroque é bastante clara. Para quem deseja, obviamente, mostrar tooodos os fatos, e não os mais conveniente, apenas.

 

Assim, torna-se, penso, bastante oportuno lembrar aos incautos (e aos bem-intencionados) algumas informações esquecidas num canto dos arquivos das redações da mídia grandona. Assim, deve ser vista como um suspiro de honestidade jornalística a reportagem publicada neste final de semana pela Folha de São Paulo, em (excelente) trabalho assinado por Ana Flor. Confira um trecho, a seguir: 

 

“Cria de ACM, Dantas se projetou na era FHC

 

Daniel Valente Dantas, 53, um baiano que saiu do seu Estado como um empresário modesto, em pouco mais de 20 anos passou por todos os governos federais desde os anos 90 com a marca de arrecadar tanto aliados quanto inimigos de vários partidos.

 

Dantas chegou ao Planalto ainda no governo José Sarney (1985-1990), pelas mãos do conterrâneo Antonio Carlos Magalhães, do então PFL, morto no ano passado, a quem foi indicado pelo economista Mário Henrique Simonsen.

 

A proximidade com o poder e o desempenho no mercado de finanças à frente do banco Icatu lhe renderam espaço privilegiado de articulador da política de privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). O que, mais tarde, lhe garantiu a continuidade dos seus negócios no governo Lula…

 

… Um dos principais economistas do PFL, atual DEM, no qual cresceu graças às boas relações com o grupo de ACM, Dantas fez parte, em 1994, do grupo que analisou o Plano Real criado pelo então ministro Fernando Henrique Cardoso. Foi um dos responsáveis pela análise e montagem do plano econômico do governo PSDB-PFL.

 

Em 1996, quando o banco Opportunity começa a operar, Dantas já havia se aproximado de Pérsio Arida, ex-presidente do BNDES (1993-1995) e do Banco Central (1995), que se tornou seu sócio no banco. A irmã, Verônica Dantas, expert na área jurídica, foi outra sócia.

 

O surgimento do Opportunity tem na origem os bons contatos de Dantas com os tucanos: foram seus aliados no partido que o estimularam a entrar no processo de privatizações do sistema Telebrás. Montou o CVC Opportunity, com recursos do Citigroup, e atraiu a Telecom Italia e a Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil)…”

 

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a íntegra da reportagem “Cria de ACM, Dantas se projetou na era FHC”, de Ana Flor, na Folha de São Paulo.

 

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