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Olhar de fora. Vitória de Yeda na CPI do Detran a coloca mais nos braços dos partidos aliados

Terminou na sexta-feira a CPI do Detran, presidida pelo petista santa-mariense Fabiano Pereira. A aprovação do relatório do governista Adilson Troca, do PSDB, foi uma indiscutível vitória da governadora Yeda Crusius (foto). Disso não há dúvida. Mas há uma interpretação interessante – inclusive por que não foi feita pela mídia gaúcha, mas pela paulista – que indica um custo político talvez não mensurado.

 

Para saber mais, vale a pena ler (não é necessário, claro, concordar) a reportagem de Graciliano Rocha, da Agência Folha, do jornal bandeirante Folha de São Paulo, divulgada no sábado. Lá no final, o meu comentário. Acompanhe:

 

“Yeda fica mais refém da base após ser poupada na CPI do Detran

 

A exclusão do nome da governadora Yeda Crusius (PSDB) do relatório da CPI que investiga o desvio de R$ 44 milhões do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) do Rio Grande do Sul arrefeceu a crise política enfrentada pelo governo gaúcho, mas acentuou a dependência da tucana em relação à sua base aliada na Assembléia Legislativa.

 

Na segunda-feira, a governadora deverá apresentar mudanças no primeiro escalão do governo, fazendo concessões aos partidos aliados – PMDB e PP, que, juntos, têm 18 dos 55 votos da Assembléia.

 

Yeda deverá substituir Fernando Zachia (PMDB), que perdeu o apoio da bancada, por um outro nome indicado pelos deputados da legenda na Secretaria de Desenvolvimento.

 

A governadora também estuda a ampliação do espaço dos aliados com a troca de secretários de perfil considerado técnico por políticos com aval político das bancadas aliadas em outras três secretarias: Segurança Pública, Planejamento e Ciência e Tecnologia.

 

São cotados para integrar o primeiro escalão o líder do governo na Assembléia, Márcio Biolchi (PMDB), e o deputado Jerônimo Göergen (PP).

 

Enquanto a governadora aguardava o desfecho da CPI para definir as mudanças no secretariado, a aprovação do relatório do deputado Adilson Troca (PSDB), que isentou a tucana e quatro ex-secretários de responsabilidade na fraude, foi um teste de fidelidade para os governistas da Assembléia.

 

Nove dos 12 deputados indicaram que votaram com o governo, aprovando o relatório. Só deputados do PT e do DEM foram contrários. “Alguns podem não ter concordado com o relatório, mas não havia nada concreto para indiciar a governadora, é apenas indiciamento político”, disse o relator.

 

Dois deputados da base, Alexandre Postal (PMDB) e Cassiá Carpes (PTB), que durante a semana chegaram a defender o pedido de indiciamento dos ex-secretários de Yeda, foram…”

 

 

COMENTÁRIO CLAUDEMIRIANO: mais me parece, sem entrar na análise do repórter da FSP, que o que escrevi aqui em 9 de junho, três dias após o forrobodó da conversa (gravada) divulgada pelo vice-governador Paulo Feijó, e que acabaria por derrubar o Chefe da Casa Civil, Cezar Busatto, é rigorosamente verdadeiro. Quem vai comandar politicamente o governo é o PMDB. O custo político disso só a governadora é que poderá medir. Ah, para ler o que escrevi à época, faz quase um mês, clique aqui.

 

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a íntegra da reportagem “Yeda fica mais refém da base após ser poupada na CPI do Detran”, Graciliano Rocha, da Agência Folha, do jornal bandeirante Folha de São Paulo.

 

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