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Ninguém notará. Se depender do Palácio Piratini, interinidade de Paulo Feijó será “anônima”

A foto que ilustra esta nota foi tirada há exatos cinco meses, menos um dia. Foi em 19 de março. Ela retrata a solenidade em que Paulo Afonso Feijó, sob os aplausos da governadora Yeda Crusius, assinava o livro de registros que o tornava interinamente Chefe do Executivo do Rio Grande – na ausência da titular, que viajava logo em seguida para os Estados Unidos e o Canadá.

 

Pois, agora, Yeda e Feijó não se viram, simplesmente. O livro foi assinado anonimamente, se é que dá para dizer assim – na comparação com o evento similar anterior. E, mais ainda, será anônima a permanência do vice no comando do Executivo. Pelo menos no que depender dos auxiliares próximos, graduados ou não, do Palácio Piratini.

 

Até o momento em que escrevo este texto, por exemplo, na noite de domingo e há já 24 horas na função, o nome do vice-governador sequer aparece no sítio oficial do Palácio Piratini – em função de nova viagem da governadora (leia nota imediatamente anterior, abaixo). Nada. Nadica de nada. Aliás, nem parece que ele assumiu. Esse registro não há. Nenhunzinho. Bem diferente de cinco meses atrás, em que havia notícias diárias do vice.

 

O que aconteceu, desde então? Se você não chegou agora de Marte, deve no mínimo desconfiar. Feijó simplesmente queimou todas as pontes, se é que havia alguma, entre ele e a governadora. Está, como seu partido (o DEM), completamente isolado. No meio do caminho houve uma CPI do Detran mas, sobretudo, a divulgação, em meio aos trabalhos da comissão, de uma gravação feita pelo próprio vice, de uma conversa (supostamente comprometedora) entre ele e o então Chefe da Casa Civil, Cézar Busato, que, por conta da barulhama, deixou o governo. Houve mais coisas, mas fiquemos com essa, que me parece a mais significativa e visível.

 

O interessante disso tudo é que não vi (bem, embora me esforce bastante, não vejo nem leio tudo, o que significa que alguém, em algum lugar, deve ter noticiado) nenhuma referência na mídia grandona (e na que se acha) dessa situação sui-gêneres. Isto é, um vice-governador no exercício do cargo de governador. Mas anônimo. Que tal? 

 

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui, se desejar, as reportagens produzidas e distribuídas pela assessoria de imprensa do Palácio Piratini. Quem sabe você encontra o que este repórter não achou.

 

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