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Causa possível. Aumento da classe média do Brasil agora é sucesso também em revista britânica

Não faltam midiatas tentando explicar por que Lula é tão popular. Ou o mais popular desde muuuuito tempo. Alguns escolhem bastante as palavras, que, na nem sempre humilde opinião claudemiriana se resume em apenas uma palavra: felicidade. Isso mesmo, as pessoas, em média, se sentem felizes. Ora, se assim se encontram, que razão existiria para não gostar do Presidente da República? Ainda mais, e isso apavora uns e outros, alguns com preconceito óbvio (“e ele nem tem educação”) com os que têm menos, que essa é a causa provável da altíssima popularidade lulista.

 

Para poupar tempo a uns e outros, talvez fosse o caso de ler o que escreve uma revista alienígena. No caso, a The Economist, prestigiosa publicação britânica, com circulação restrita numericamente mas espraiada e muito bem colocada em termos planetários. Talvez a causa mais elaborada para a lua de mel dos brasileiros (da maioria absoluta deles) com Lula esteja bem destrinchada no texto. A propósito, confira outra reportagem, esta da BBC, aliás também britânica. A seguir:

 

“Brasil já é país de classe média, diz Economist

Reportagem pergunta em quem a classe média vai votar nas eleições.

Na edição que chega às bancas nesta sexta-feira, a revista britânica The Economist destaca o crescimento da classe média no Brasil, que hoje ultrapassa metade da população.

“O Brasil, antes notório por seus extremos, é agora um país de classe média”, diz a reportagem, que cita dados da Fundação Getulio Vargas. “Esta escalada social é vista, principalmente, nos centros urbanos do país, revertendo duas décadas de estagnação econômica iniciada nos anos 80.”

Citando Marcelo Neri, da FGV, a revista aponta duas principais razões para o crescimento da classe média: a melhora no nível de educação, com os alunos permanecendo nas escolas por mais tempo do que no início dos anos 90, e a migração de empregos do mercado informal para a economia formal.

“O ritmo da criação de empregos formais está se acelerando, com 40% mais empregos criados nos 12 meses até julho do que no mesmo período do ano passado, o que, em si mesmo, é um recorde”, afirma a Economist.

“Junto com a transferência de renda para famílias pobres, isso ajuda a explicar o fenômeno – o que não ocorre com o desenvolvimento econômico e social da Índia ou da China. Com o crescimento da classe média brasileira, a desigualdade diminuiu no…”

ACRÉSCIMO CLAUDEMIRIANO: para quem não sabe, a revista The Economist, uma das mais respeitadas publicações de economia do planeta, é historicamente considerada representante de um pensamento dito conservador. Resumindo: socialista, definitivamente, ela não é. De esquerda, obviamente, também não. O que torna ainda mais interessante a análise feita por seus profissionais acerca do Brasil.

 

SUGESTÃO DE LEITURA – clique aqui e confira a íntegra da reportagem “Brasil já é país de classe média, diz Economist”, da BBC, reproduzida no G1, o portal de notícias das Organizações Globo.

 

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