ESQUINA DEMOCRÁTICA. O que é possível esperar dos governos a ser comandados por Sartori e Dilma?
Garantidas as regras do sítio, de civilidade (a crítica pode ser forte ou não, mas sem ser ofensiva, por favor), você é que decide o assunto, afinal de contas. Ah, e o que está no título é somente uma sugestão. Nada mais.
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Eleições 2014: resultado final
Marcelo Noriega Pires- Professor e Escritor
Chegamos ao final das eleições gerais de 2014 e assim já temos definidos quem serão os nossos governantes para os próximos quatro anos. Os eleitos representam a decisão da maioria dos brasileiros e gaúchos, e sendo assim devem ser respeitados como tal. O que mais me chama a atenção e me deixa muito feliz é o fato de nossa democracia já estar consolidada ao ponto de que não se cogite,mesmo que minimamente se impedir a posse dos eleitos. Isso já é um grande ganho tendo em vista que a trajetória política nacional é permeada de golpes que por vezes romperam com os princípios do estado democrático de direito.
Evidentemente que podemos esperar que nossos governantes cumpram com o que prometeram durante o processo eleitoral e que, principalmente, sejam extremamente sérios no trato da coisa pública. Além disso é imprescindível que governem para a totalidade da população, sem distinção entre os locais onde foram vitoriosos ou não. Acredito que nos últimos tempos o Brasil progrediu muito rumo à consolidação dos baluartes republicanos, porém o republicanismo e a democracia devem ser exercitados de forma permanente para que assim sejam, cada vez mais, aperfeiçoados. Só através da unidade nos âmbitos nacionais e estaduais é que conseguiremos superar os problemas estruturais de nossa sociedade.
No caso do Brasil é necessário que algumas reformas estruturais finalmente saiam do papel, como a reforma política. Acredito que esta seja a reforma primordial para que superemos alguns dos vícios da política nacional, como por exemplo a relação promíscua das empresas privadas com alguns candidatos. Só com o financiamento público e exclusivo de campanha é que conseguiremos diminuir a influência nefasta das grandes empresas e conglomerados nas decisões que afetam a totalidade da população brasileira. Para que esta reforma política seja de fato possível é necessário que se adote a metodologia de Plebiscito, o que envolveria a totalidade da população brasileira nesse debate.
No caso do nosso estado é necessário que se busque uma solução definitiva para a dívida com o governo federal. Assim teremos as condições de superar nossas deficiências com saúde, educação, segurança e geração de trabalho e renda. O mês de novembro já nos coloca uma oportunidade para cobrarmos um encaminhamento, já que nesse momento o governo federal tentará aprovar o projeto de renegociação das dívidas dos estados. O que nos resta é praticar nossa cidadania e cobrar que os futuros governantes cumpram com suas promessas.
Muito cedo. Governos só começam em janeiro e nem estão montados ainda.