Parlamento. Quem vai presidir a Câmara dos Deputados? O risco Severino é baixo, mas…
Lembra do Severino Cavalcandi? Pois é, sumiu. Virou suplente de deputado federal por Pernambuco e, portanto, não tem chance de virar presidente da Câmara, como representante do chamado baixo clero, e que, no limiar de 2005, se aproveitou, de um lado, da desinência governamental e, de outro, do sentimento antipetista então vigorante no Legislativo Federal.
No entanto, sempre há quem acredite que um clone possa surgir. Quem sabe até mesmo de Pernambuco, onde Inocêncio de Oliveira, que não se perca pelo nome, está namorando o mesmo eleitorado severiniano. E que até poderia surpreender, surgindo como tertius de uma disputa que, por enquanto, tem tudo para ser apenas entre dois candidatos de partidos que apóiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No caso, o comunista do B, Aldo Rebelo, atual presidente, e o petista Arlindo Chignalia.
Acredita-se que possa haver um acordo, inclusive com a participação do PMDB – que ainda pode apresentar um candidato próprio, o que porém parece improvável. Nem mesmo a oposição (a ideológica, não a interessada em pequenos favores) parece muito disposta a entrar na disputa. Exceto, claro, se os governistas derem bobeira, como há dois anos. Quem trata desse imbróglio entre os que estão no Poder é o jornalista Ilimar Franco, em sua página na internet. Confira:
A primeira disputa política na base do governo
Aldo x Chinaglia
A disputa pela presidência da Câmara vai ganhando nitidez à medida que os fatos evoluem. O presidente Lula lavou às mãos. O PT, presidido por um de seus mais próximos assessores, Marco Aurélio Garcia, realiza ofensiva em favor do líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP). O atual presidente, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), está na incômoda situação de depender dos votos da oposição.
Os petistas tentam montar um rolo compressor para tirar Rebelo da disputa. Para isso, propuseram ao PMDB um acordo pelo qual os petistas presidem a Câmara em 2007 e os peemedebistas em 2009. O presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), quer reunir os 89 deputados do partido na segunda semana de janeiro para deliberar sobre o acordo. Depois disso, os petistas pretendem fechar o apoio do PTB, do PL e do PP. Para dar consistência a este apoio, Chinaglia está se desdobrando para garantir os empenhos, de final de ano, das emendas dos parlamentares da base. O passo seguinte será convidar Rebelo a se retirar, em nome da unidade da base do governo, e de dar uma mãozinha para que o presidente Lula o nomeie para um Ministério.
Apesar deste cenário, mais favorável que há um mês atrás, Chinaglia não está tranquilo. Rebelo não dá sinais de que vá correr da briga. Ele tem hoje o apoio do PSB e do PCdoB. O petista não sabe quantos votos lhe renderá o acordo com o PMDB. Os líderes da oposição (PSDB, PFL e PPS) garantem que seus votos não irão para o petista. Nem há condições para dimensionar o tamanho da rejeição ao PT entre os deputados, sobretudo os do chamado baixo clero. Estes foram os que mais se irritaram com a atitude do líder do PT, Henrique Fontana (RS), que…
SE DESEJAR ler a íntegra do artigo, pode fazê-lo acessando a página do jornalista Ilimar Franco na internet, no endereço http://oglobo.globo.com/blogs/ilimar/.





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