COLUNA OBSERVATÓRIO. “Paulo Pimenta e o Inter-SM. Os contras. E os prós”

Na verdade, na verdade, esta eleição Pimenta já ganhou. Mas não sabe

Até o momento em que este texto é fechado, na redação, no início da manhã de sexta, Paulo Pimenta não é candidato a presidente do Inter-SM. Dizem os colegas do esporte (do qual este colunista está aposentado, mas acompanha, à distância) que essa é uma verdade parcial. Ele já foi e ainda pode ser, desde que não sejam duas chapas. Seu oponente, segundo o noticiário, é Marineu Ziani.

Como o objeto, aqui, não é a questão esportiva, fiquemos com a política. E, aí, surgem duas dúvidas. Uma: por que Pimenta presidir o Inter-SM é interpretado, por um grupo importante de observadores, como (como leu e escutou o repórter) tentativa de ganhar votos em 2010? Resposta possível: sim, é uma razão plausível. Afinal, um eventual sucesso do time pode, sim, beneficiar o deputado que busca a reeleição.

Outra: por que Pimenta, diante da terrível (foi outra coisa ouvida pelo colunista) condição financeira do clube, que até luz e telefone viu cortada dias atrás, encararia essa tarefa hercúlea, com o perdão do clichê? Ora, a resposta é óbvia: o sujeito é esportista desde sempre, isto é, já corria atrás de uma bola (agora mais lentamente, consta) muito antes de fazer política. E, sobretudo, deve adorar viver perigosamente.

Dadas essas questões, cá com seu escasso bestunto, e à luz dos fatos que toda hora são noticiados, é o repórter que não entende por que Pimenta, olhando a situação toda do ponto de vista eleitoral, correria tamanho risco. Porque, se tudo for bem (e há chance de acontecer), ok. Mas, e se tudo der errado – e as possibilidades são enormes, dado o peso de tudo o que se sabe e algumas coisas que sequer estão na mídia – quem será o “culpado” e, portanto, com um passivo na conta corrente eleitoral? Ele mesmo, o técnico. Ops, o presidente.

Diante de tudo isso, cá entre nós, os que são contra a pretensão de Pimenta, ao contrário do que aparente, não são adversários do deputado. Antes, são seus amigos. Ou não?



6 comentários

  1. Márcio Dutra

    Definitivamente não vejo com bons olhos o envolvimento de políticos com o futebol. Existem vários exemplos negativos dessa relação que penderam para a prosmicuidade. É uma relação muito arriscada para ambos os lados e os passivos constumam ser grandes e muitas vezes irreverssíveis. Pode ser o esforço para justificar meu ponto de vista mas vale uma olhada no futebol carioca. Lá, esta relação futebol-política é bem visível e seus resultados também.

  2. Ricardo Bieri

    Onde a política se mistura com o Esporte (e aqui mais precisamente, com o Futebol profissional), os resultados se mostram catastróficos, principalmente a longo prazo. Sou torcedor (e sócio) do Riograndense (mas não é por isto que desejo o mal do “Coloradinho”,…muito pelo contrário; pois torço pelo Futebol de Santa Maria); apenas acredito que os políticos devem se limitar apenas (e como já faz o Pimenta a muitos anos) ao futebol amador.

  3. tiago fernandes

    essa história de política com esporte tem apenas um objetivo:politicagem barata.
    infelizmente o interzinho tem ficado nas mãos de muita gente que pensa em tirar proveito próprio usando a estrutura do clube, é uma sacanagem, iludir os torcedores e usar a vitrine do clube para se candidatar ou se reeleger nos cargos eletivos em questão.
    nossa cidade está vivendo um momento ímpar onde as duas maiores forças políticas da cidade estão desesperadas para atrair votos em busca de reafirmação das forças em 2010, perdem-se ideologias, somem os princípios mas enaltece a demagogia, a ilusão e o assistencialismo.
    literalmente estamos largados as traças!
    e definitivamente inter-sm e política não combinam.

  4. Rogério Ferraz

    Vamos tentar ser práticos? Qual a situação do coloradinho? Do que ele precisa? Pimenta tem condições de unir um grande grupo em torno do Inter SM e buscar os recursos necessários?
    Isto parece inegável. Ele fazendo algo para tentar tirar a agremiação do estágio falimentar em que se encontra, não seria positivo? Vamos combinar que a aproximação dele com o Inter não deve ser por interesse financeiro, até por que não há o que tirar daquele cofre. Acusar o deputado de querer tirar proveito político, me parece sem fundamento. Pois parece lógico que todas as ações políticas de quem detém cargo eletivo ou busca algum, é sim visando votos. Se for de maneira honrada e honesta e, principalmente, trazendo benefícios para a comunidade qual o problema? Se ele fizer politicagem em vez da política, o povo não vota nele, pronto!
    O que não pode é um Marineu da vida querer retornar a presidencia do time. Quem é sócio,ou foi, do Clube Esportivo onde ele foi presidente sabe do que estou falando.
    Alíás, tem uma pergunta que não sai da minha cabeça: O que aconteceu com a renda daquele jogo histórico em que o coloradinho voltou para a primeira divisão? Outra coisa estranha: Por que o Marineu saiu do clube justamente em seu momento de maior glória como presidente? Saiu quietinho, sem fazer alarde. O que teria acontecido. Se alguém souber, favor esclarecer!

  5. Márcio Dutra

    Devemos tomar cuidado com certos discursos, tipo: “quando for eleito eu trago investimentos e coisa e tal…”! Isso me lembra a campanha de um certo candidato de uma certa cidade no centro do RS, candidato que por sinal foi eleito e a população da certa cidade continua esperando, esperando, esperando….

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *