SE O STF DEIXAR. Saiba quem são os sete novos vereadores de Santa Maria

Foi PROMULGADA ontem a chamada PEC dos Vereadores. E, com isso, Santa Maria passa a ter 21 parlamentares comunais. É verdade que o número poderá valer apenas a partir da próxima Legislatura. Isso, no entanto, como fica claro em notícia distribuída pela Agência Brasil (confira AQUI), terá que ser decidido ainda pelo Supremo Tribunal Federal. A OAB, por exemplo, é uma das instituições que estão questionando a aplicabilidade imediata da PEC, que agora já está na Constituição.

Mas, afinal de contas, como fica a composição da Câmara de Vereadores de Santa Maria, a partir da decisão do Congresso Nacional? Ontem, me dediquei a fazer contas, com base no Código Eleitoral. Antes de mais nada, os nomes. E depois como cheguei a eles.

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Cláudio Rosa, do PMDB, que está na Câmara como suplente, agora vira titular

A coligação PMDB/PP, que elegeu sete vereadores, agora TERÁ 10. Com seus 65.309 votos, garantiu de cara nove edis pelo quociente eleitoral (7.129 votos). O 10° chegou pelas “sobras”. Assumem, como titulares, Cláudio Rosa, Isaias Romero e Marta Zanella – todos do PMDB, que passa a ser a maior bancada do Legislativo, com seis integrantes.

A aliança PT/PR, que colocou quatro edis no Legislativo, com seus 43.245 votos, agora TERÁ 6 – todos pelo quociente eleitoral. Os novos edis são os petistas Loreni Maciel e Vilmar Galvão.

A composição PSDB/DEM/PPS, com seus 18.826 votos, elegeu dois vereadores, agora TERÁ TRÊS, um deles “pelas sobras”. Quem assume é Nilton Martins, o Jacaré, do PSDB.

Por fim, o conglomerado liderado por PTB, PRB e PCdoB. Com os 12.874 votos conquistados em outubro, elegeu apenas um edil. Agora TERÁ DOIS, o segundo “pelas sobras”. O novo vereador é Osvaldo Severo, do PSB.

E AÍ, COMO FICA? – Pelo menos formalmente, muda pouca coisa na correlação de forças do Legislativo. O governo, que conta com nove edis, passa a ter 13. E a oposição, que tem cinco, passa a ter oito.

ATENÇÃO: o entendimento geral é que a assunção dos novos edis é imediata, mas isso poderá mudar logo em seguida. No entanto, o fato está criado e, no caso específico de Santa Maria, não há dúvida: o troco terá que ser redistribuído, na medida em que pelo menos R$ 100 mil adicionais serão gastos a cada mês, para o pagamento de salários dos parlamentares e seus assessores e todas as vantagens (vale combustível, material de expediente, etc) adicionais. Sem falar no espaço físico: onde serão colocados os recém-chegados? Mmmmm…

EM TEMPO: como Cláudio Rosa virou titular, abre espaço para mais um suplente da coligação PMDB/PP, com Tubias Calil (que também é titular) no secretariado de Cezar Schirmer. Quem assume, nessa condição não permanente, é .João Kaus, também do PMDB, como Calil e Rosa.



6 comentários

  1. Luiz

    sou contra a mudança das regras durante o jogo. Soube que eles queriam, inclusive, receber os salários “atrasados” … não, não é piada

  2. Ricardo Bieri

    Parabéns povinho brasileiro,…vocês tanto clamavam pela tal “democracia”;…aí esta ela;…degustêm-na,…e bom proveito!

  3. Cleuber Roggia

    Simplesmente uma falta de respeito. E, ainda, suplentes querendo assumir. Contem outra, por favor.

  4. Fritz

    Pelo que leio aqui nesses comentários, tem gente saudosa dos coturnos e das baionetas no poder. Aos saudodos informo que Santa Maria tem bastante quartéis. É só escolher um.

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