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COMPLEXO DE VIRA-LATA. De Lula a Pelé, mídia grandona odeia quem faz sucesso planetário

Pelé e Lula. O problema de ambos, para a mídia grandona: são brasileiros
Pelé e Lula. O problema de ambos, para a mídia grandona: são brasileiros

Aparentemente, é coisa nacional. Mas desconfio que seja, meeeesmo, coisa da mídia grandona brasileira. Fazer sucesso é abominável. Isso vale para o país como um todo (Olimpíada, FMI, Copa do Mundo e outros eventos) e, especialmente, para personalidades locais. Nem se fala do Presidente da República, que este a MG não gosta mesmo – o que faz com que, provavelmente, do alto de “apenas” 80% de aprovação popular, Lula perca o sono diariamente.

Enfim, trata-se do tal “complexo de vira-lata” e que, em se tratando especificamente da mídia, é muito bem colocado pelo jornalista Carlos Brickmann, na seção “Circo da Notícia”, que ele assina semanalmente no sítio especializado Observatório da Imprensa. A foto é de Fábio Rodrigues Pozzebom, da Agência Brasil. Acompanhe:

COMPLEXO DE VIRALATA – Os astros brasileiros e a patrulha

Como dizia Tom Jobim, no Brasil o sucesso é ofensa pessoal. O meia Kaká, exatamente após ter recebido o troféu de Melhor do Mundo, sofreu violentíssima campanha questionando sua opção religiosa. Rubens Barrichello não é o melhor piloto do mundo (e seria difícil sê-lo, já que em sua carreira na Fórmula 1 topou com adversários como Ayrton Senna e Michael Schumacher), mas é um dos melhores. Uma história engraçada mostra que Rubinho não é o piloto que teve mais segundos lugares: é o segundo. E isso mostra que está entre os corredores de ponta. Mas a imprensa gosta de retratá-lo, de forma até desrespeitosa, como aquilo que também não é, uma tartaruga entre coelhos.

E Pelé, o maior de todos os ídolos? Num discurso em Copenhague, chamou Michael Jordan de Michael Jackson. Patrulheiros jornalistas que não perdoam o apoio de Pelé à realização das Olimpíadas no Rio informaram que o Rei, por causa disso, foi relegado a segundo plano na delegação brasileira que apresentou os planos (afinal vitoriosos) para os Jogos Olímpicos; outros disseram que Pelé “estava ficando gagá”. Quando a ministra Dilma Rousseff trocou o nome de um estado, houve piadinhas, claro, mas ninguém a acusou de ser gagá. O exemplo máximo de troca de nomes, o governador paulista André Franco Montoro, referência positiva na política brasileira, é lembrado por sua honradez e capacidade, enquanto as confusões ficam onde devem ficar – no campo das brincadeiras. E Montoro caprichava: durante anos chamou seu assessor de imprensa, Luthero Maynard, de Homero. E daí?…

PARA LER A ÍNTEGRA DA SEÇÃO “CIRCO DA NOTÍCIA”, CLIQUE AQUI.

SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras análises e artigos publicados no sítio especializado Observatório da Imprensa.

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