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ECOS DA RODIN. Paulo Sarkis, o ex, acusa o atual reitor da UFSM: “uma armação”

Paulo Sarkis: críticas pesadas ao atual reitor
Paulo Sarkis: críticas pesadas ao atual reitor

Se há alguma coisa impossível de negar, no interior da Universidade Federal de Santa Maria, hoje, é que a “Operação Rodin” (que levou a que um punhado de nomes ilustres da UFSM sejam processados na Justiça Federal) longe está de ter sido deglutida pela instituição. Ao contrário, enquanto não houver uma definição do Judiciário (o que pode demorar um tempão, para dizer o mínimo), esse verdadeiro símbolo santa-mariense corre permanente risco de tremores.

Dito isto, faço absoluta questão de realçar material jornalístico de primeira qualidade publicado (parcialmente, por uma óbvia questão de espaço) no jornal da Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm). O informativo, editado e produzido pelo jornalista Fritz Nunes, torna públicos muitos dos rancores que rondam as relações entre pessoas importantes na história da Universidade.

No sítio da Sedufsm (olha a vantagem da grande rede) o material está na íntegra. E, inclusive para permitir que um público mais diverso tenha acesso, tomo a liberdade de sugerir a leitura de dois textos, contendo entrevistas feitas (pelo Fritz Nunes) com o ex-reitor, Jorge Sarkis, e o atual, Clóvis Lima. Não faço juízo de mérito. Isso deixo para você, caro leitor. Para começar, a parte, digamos, acusatória, formulada por Sarkis. Na nota seguinte, que publico logo em seguida, a palavra de Lima.

Confira, a seguir, trecho do material produzido com o ex-reitor:

 “Sarkis: “Lima omitiu documentos ao Ministério Público Federal”

P – Por que a suposição de que o reitor Clovis Lima teria omitido documentos assinados por ele no convênio FATEC e Detran?
Sarkis-
As gravações, que reforçam os indícios de intencionalidade deste procedimento omisso, são referências indiretas ao que disse o reitor. Por que não são gravações diretas? Porque o Ministério Público não indicou os telefones, nem do Felipe (Müller, vice-reitor) e nem do Lima para serem monitorados. A única gravação direta que veio a público, publicada pela imprensa local, é uma em que ele (Felipe) discute com outros a forma de convencer o Conselho da FATEC, do qual ele (Felipe) era Presidente, a autorizar o pagamento das sistemistas. E a gravação não foi feita no telefone dele, mas no telefone do outro com quem ele falou. Ao menos do que foi mostrado dessas gravações é o único telefonema direto. A grande questão é por que o MPF não solicitou o monitoramento de telefones tão importantes ?

P – O seu advogado teve acesso a todo o processo, mas não a todas as gravações?
Sarkis-
Não a todas as gravações. Eles só permitem o acesso daqueles trechos que foram selecionados pela própria força tarefa, com a alegação de proteger a intimidade da pessoa. O que acontece? Acontece que nessas gravações podem existir muitas referências ao reitor (Lima) e ao vice-reitor (Felipe), além das que já foram divulgadas.

P – Que tipo de referências?
Sarkis-
Referências do tipo “tem que pedir para ele autorizar”, como essa mesma do Felipe para autorizar pagamento (destacado na gravação divulgada pela imprensa) das sistemistas. Não sei se tu conheces essa mecânica das escutas telefônicas. Depois da autorização inicial que o juízo dá (para interceptação telefônica), essa autorização é válida por 15 dias apenas. Então, a polícia (Federal) tem que fazer o pedido de renovação da autorização da escuta, de inclusão de novos telefones (alvos) ou exclusão de alguns.

P – Tem que ter uma justificativa.
Sarkis-
A justificativa era muito fraca. Praticamente a juíza autorizava tudo que era pedido. Então, como eu dizia, de 15 em 15 dias é feito esse pedido de autorização. Mesmo no início já não houve pedido para incluir os telefones do Lima e do Felipe na escuta.

P – Vamos fazer um pequeno corte nessa conversa. Já se ouviu até boatos de que o denunciante, que tem seu nome sob sigilo, seria o próprio Clovis Lima. O sr. tem essa suspeição ou apenas alguém próximo?
Sarkis-
Não tenho essa informação de que seria o professor Lima. É uma pessoa que partilhava da intimidade, que sabia que o professor Lima iria receber o Flavio Vaz Neto (presidente do Detran). Só para você fixar datas. No dia 11 de maio (2007), o Ministério Público pediu as informações que a universidade omitiu. E no dia 14 de maio, a universidade respondeu essas informações com as omissões. O que são basicamente as omissões? São documentos assinados por eles (Lima e Felipe) de adendos, aditivos e planos de trabalho, idênticos a…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, outras informações publicadas no sítio da Seção Sindical dos Docentes da UFSM.

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2 Comentários

  1. Conhecendo o professor Sarkis é de se levar em conta o que ele diz…basta ver o numero de professores em divida com a Receita devido a viver de “bolsas” e nunca pagar imposto.
    Porque o Lima não denunciou quando assumiu..rabo preso…delação premiada.

  2. Li a entrevista no site da Sedufsm. É interessante….É claro que Sarkis está se defendendo, mas ele diz coisas no mínimo intrigantes e a se pensar sobre o atual reitor e o eleito. Hum…mistério…

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