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Um tempo. Vereadores são passado, e deputados se voltam para a saúde e às medidas provisórias

A proposta de emenda constitucional que aumenta o número de vereadores e reduz drasticamente o troco para a manutenção dos legislativos municipais (com as conseqüências que já expus aqui) já é passado, na Câmara dos Deputados. O assunto agora é do Senado, que tem pouco tempo para decidir e viabilizar as mudanças ainda no pleito de 2008.

 

Enquanto isso, os deputados federais passam a se debruçar sobre outros temas. Os mais importantes são a famosa Emenda 29, que trata dos recursos para a saúde pública. Ou a mudança do rito, da tramitação, das Medidas Provisórias. Esses serão os assuntos principais desta semana, como mostra reportagem de Eduardo Piovesan, da Agencia Câmara de Notícias. Confira:

 

“Plenário pode votar verbas para a saúde e novo rito de MPs

 

A mudança no rito de tramitação das medidas provisórias (PEC 511/06) e a regulamentação dos gastos da Saúde com a Emenda Constitucional 29 (PLP 306/08) são os destaques da pauta do Plenário para a primeira semana de junho. Os deputados também realizam durante a semana duas comissões gerais: uma na terça-feira (3) pela manhã, para discutir a jornada de trabalho; e outra na quinta-feira (5) à tarde, para debater o meio ambiente e a Amazônia.

De acordo com o substitutivo da comissão especial para a PEC 511/06, do Senado, as medidas provisórias não trancarão mais a pauta do Plenário da Câmara ou do Senado e caberá à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania de cada Casa o exame da constitucionalidade da MP.

Em relação aos créditos extraordinários, o texto limita sua abertura por medida provisória somente aos casos de despesas decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública.

A exceção a essa regra ocorrerá quando um projeto de lei de crédito suplementar ou extraordinário não for votado pelo Congresso Nacional depois de 75 dias de seu envio pelo Poder Executivo. Após esse prazo, o governo poderia então editar MP com igual teor. A quarta-feira (4) foi reservada exclusivamente para a PEC 511/06.

Contribuição da Saúde
A principal dificuldade, entretanto, será a votação do Projeto de Lei Complementar 306/08, também do Senado, que regulamenta os gastos da União, dos estados e dos municípios com a saúde pública. Os partidos de oposição não concordam com a intenção da base governista de criar uma nova contribuição social nos moldes da CPMF para financiar o aumento de recursos direcionados ao setor, com uma alíquota de 0,1% sobre a movimentação financeira.

Em razão disso, começaram a obstruir os trabalhos em protesto, alegando que a arrecadação tributária federal bate recordes sucessivos e daria conta dos novos gastos. Já a base aliada ao governo não está totalmente unida em torno da criação do tributo, embora defenda o aumento de recursos para a saúde.

Segundo a última versão da proposta de criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), divulgada pelo líder do PT, deputado Maurício Rands (PE), ela não seria cobrada dos trabalhadores que recebem até R$ 3.088, valor igual ao teto da Previdência Social, o que isenta todos os aposentados e pensionistas do regime geral. Se aprovada, a CSS deve…”


 

SUGESTÕES DE LEITURA – confira aqui a íntegra da reportagem  “Plenário pode votar verbas para a saúde e novo rito de MPs”, de Eduardo Piovesan. E aqui você encontra também outras reportagens produzidas pela Agência Câmara de Notícias.

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