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OLHINHOS PUXADOS (4). Dúvidas, dúvidas. E dúvidas. Mas, enfim, surge uma pista

OBSERVAÇÃO NECESSÁRIA: a nota que você lê a partir de agora foi redigida no meio da tarde de ontem. Pertinho das 8 da noite, recebi uma correspondência eletrônica oriunda da Superintendência de Comunicação Social da Prefeitura. No texto, um grupo de dúvidas apostas aqui nos últimos dias, e algumas delas repetidas linhas abaixo, foram respondidas. Nem todas. Mas boa parte, reconheço. Ainda assim, resolvi manter a íntegra do que havia produzido. Logo em seguida, dentro de poucos minutos, postarei mais acima o material enviado pelo governo municipal. Aí, você poderá cotejar. E até me criticar, se quiser. Serei receptivo, COMO SEMPRE.  Dito isto, vamos ao meu material:

 

Estou cada vez mais confuso com essa história da embaixadora de Santa Maria no mercado asiático. No caso, a senhora Simmy Kong, nomeada no início do mês, pelo prefeito Cezar Schirmer. Aqui já se fizeram várias indagações, a grande parte provocadas pela manifestação de um leitor que é colaborador especialíssimo para esse assunto – no caso, o economista Márcio da Silva Dutra.

Nos últimos dois dias, em conjunção com o nosso internauta, publicaram-se três notas (AQUI, AQUI e AQUI – para quem quiser rememorar). E seguem sem respostas algumas indagações, provocadas em muito pela forma também, digamos, ambígua, como a administração está divulgando os fatos.

Tomo a liberdade de repetir alguma dessas dúvidas que teimam em permanecer, acerca da nossa embaixadora. E que não a desmerecem, obviamente, mas que falta transparência, já firmamos convicção. Por exemplo:

1) Simmy Kong é Empresária? Investidora? Lobista? Intermediária?

2) A prefeitura e a senhora Kong foram à Caixa RS em busca de financiamento para a compra de uma máquina (é o que diz a informação oficial), embora o sítio da agência de fomento refuta essa possibilidade, no caso de equipamento importado. Que tipo de máquina estaria sendo importada e por quem?

3) Que tipo de empresa estaria por se instalar no Distrito Industrial, com a intermediação (ou investimento) da embaixadora?

4) Quem remunera a senhora Kong? O município? Os investidores? A empresa que se instalará? Todos eles? Ou ela própria é a investidora e, portanto, sua remuneração viria do próprio negócio a se instalar?

Paulo Nigro, presidente da Tetrapak, veio ao Rio Grande. Eis, talvez, uma boa pista
Paulo Nigro, presidente da Tetrapak, veio ao Rio Grande. Eis, talvez, uma boa pista

É possível que, lendo o material já publicado neste sítio, você encontrará outras dúvidas acerca de tudo isso. Mas, novamente com a colaboração do leitor Márcio, que (mais até que o repórter) investiga a questão, surgiu (queeeem sabe) uma pista. E ela vem de uma reportagem publicada no sítio da revista econômica Amanhã. O texto foi publicado em 8 de julho passado e é assinado pelo jornalista Eugênio Esber. Confira você mesmo e, vá lá, talvez consiga entender um pouquinho mais. A seguir:

Tetrapak investe em novas fábricas… dos outros

… Na cabeça de boa parte dos empresários que assistiram à palestra do presidente da Tetrapak em Porto Alegre, nesta quarta-feira, a pergunta a ser respondida não era, propriamente, sobre “rastreabilidade ativa” – sistema inédito desenvolvido pela a unidade brasileira da multinacional sueca e que permite saber, por um número inserido na embalagem, todo o percurso do alimento – da captação ao consumidor final. Tal como no ano passado, Paulo Nigro voltou a ouvir perguntas sobre a nova fábrica de embalagens que a companhia estaria planejando instalar no Rio Grande do Sul. E, novamente, negou esta possibilidade….

A interlocutores mais frustrados com a notícia, Nigro tinha, de imediato, um argumento persuasivo: “Em nenhum outro Estado estamos investindo mais do que no Rio Grande do Sul, que é o estado onde a produção leiteira mais cresce.” Em cifras, ele estava falando de um investimento de R$ 75 milhões. Mas se a nova fábrica não sai, que investimento é este? A resposta está no modelo peculiar que a empresa segue para continuar crescendo.

A Tetrapak tem dois grandes negócios. O principal deles, o de embalagens, garante 75% do faturamento. O segundo pilar da empresa é o fornecimento de bens de capital para a indústria de alimentos e de bebidas. Embora não represente mais do que 20% da receita, a produção de linhas de montagem completas para laticínios, vinícolas e outras empresas que usam as embalagens cartonadas têm um alto valor estratégico para na medida em que mantêm apertados os vínculos dos fabricantes com a Tetrapak. “Somos a cozinha da indústria. Fornecemos todo o equipamento de processamento e de envase para nossos clientes”, explica Paulo Nigro… (PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI)

PERGUNTA DERRADEIRA: será este texto uma boa pista? Não sei. Mas é a que temos, diante desse mar de desinformação (certamente não proposital) jogado ao vento pela administração.

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