A ONDA. Rogério Koff, um filme e sua analogia com o futebol e os tempos de hoje

“…Nossa grande perplexidade diante deste filme reside no fato de que os ideais que nutrem o totalitarismo não são exatamente negativos em sua origem, mas acabam desvirtuados. As noções de pátria, identidade, pertencimento, ou o espírito de grupo e a defesa dos laços sociais são potencialmente as bases para a sedimentação de qualquer comunidade. Infelizmente, a ânsia pelo poder e a intolerância colocam tudo a perder.

Não pude deixar de comparar com o cenário brasileiro. O futebol nos deu exemplos de sobra no último final de semana. É muito bonito poder declarar nossa paixão por um clube de futebol. Sou gremista desde os anos 1970, já disse isso em outras crônicas neste mesmo espaço. Sentimo-nos identificados quando saímos às ruas e vemos outras pessoas que não conhecemos e que torcem pelo nosso time. Estes laços ganham maior significado quando encontramos gente vestindo a camisa do nosso clube em lugares distantes ou eventos internacionais, como partidas da Copa do Mundo. Quando morei no Rio de Janeiro e caminhava pela praia, me cansava de puxar assunto com transeuntes que vestiam a camiseta do Grêmio.

Mas depois de assistir à batalha campal em Curitiba e às cenas de barbárie no Rio de Janeiro, somadas aos cerca de vinte meliantes que foram ao aeroporto agredir os jogadores do Grêmio por terem supostamente demonstrado maior vontade de vencer o Flamengo no Maracanã, tive a certeza de que…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “A Onda”, de Rogério Koff, colaborador semanal deste sítio. Koff é professor do Curso de  Jornalismo da UFSM e Doutor em Comunicação e Cultura pela UFRJ. O texto foi postado há instantes, na seção “Artigos”!



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