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Vira-casacas. Tarso que esbofeie quanto quiser. De nada adiantará. Vem aí a janela da traição

A foto de José Cruz, da Agência Brasil, que ilustra esta nota mostra a deputada Luiza Erundina, do PSB, e o ministro da Justiça, Tarso Genro. Ambos acabavam de sair de mais uma reunião da coordenação política do Palácio do Planalto, há uma semana. Nela, afora a crise ianque, é bastante provável que tenha feito parte da pauta a reforma política que o governo pretende patrocinar e que está sendo encaminhada ao Congresso.

 

Nessa reforma, afora questões básicas, como o financiamento público de campanhas e o impeditivo à formação de alianças nos pleitos proporcionais, e que ajudam a fortalecer os partidos e a própria democracia representativa, também será tema a fidelidade partidária. E o governo, por Tarso, defende o preceito de forma pura.

 

Tudo é muito bonito. Mas, e aqui quem escreve é alguém que já acreditou, mas hoje não tem a mínima esperança, na reforma, o fato é que os congressistas, genericamente falando, não estão nem aí para a fidelidade. Ao contrário, são adeptos da traição, ou da vira-casacagem. De preferência a qualquer hora, em qualquer nível. Portanto, embora o ministro se esbofeie no discurso, há 999 chances em mil de a idéia naufragar no parlamento. Lá, o que se discute é uma janela para permitir a troca de partido. No mínimo (dado o clamor social, para exagerar no termo), porque o ideal seria manter tudo como estava antes da resolução do Tribunal Superior Eleitoral que puniu os “infiéis” e que foi referendada nesta quarta-feira pelo Supremo Tribunal Federal. E ponto.

 

Em todo caso, Tarso segue sua peregrinação intelectual em defesa da fidelidade plena. É o que se pode notar, inclusive, na reportagem que você lê a seguir, publicada na versão online d’O Estado de São Paulo, menos de 24 horas depois da decisão do STF. Acompanhe:

 

“Tarso critica busca de brechas para troca de partidos

Para o ministro, o que a lei deve estreitar é troca-troca para obter conveniências para quem vai para o governo

 

O ministro da Justiça, Tarso Genro , criticou nesta quinta-feira, 13, a iniciativa de partidos políticos de apresentarem propostas para abrir brechas na decisão do Tribunal Superior Eleitoral de punir com a cassação de mandato os parlamentares que trocam de partidos. “Não minha opinião, a pessoa pode ter o direito de trocar de partido apenas por motivos ideológicos e não para proveito pessoal, como, por exemplo, para negociar mandato e aderir ao governo no momento que lhe seja conveniente”, afirmou o ministro, na abertura do Seminário sobre Cooperação Jurídica Internacional.

 

“Se ocorrer (a troca de partido), seja porque a pessoa diverge do partido e não se sente mais adequado programaticamente dentro dele. O que a lei deve estreitar é o troca-troca para obter conveniências para quem vai para o governo. Precisa haver um mínimo de autenticidade exigido num sistema civilizado”, disse. Segundo o ministro, a…”

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a íntegra da reportagem “Tarso critica busca de brechas para troca de partidos”, de Vannildo Mendes, na versão online d’O Estado de São Paulo.

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