’CASO’ POMPEO. PMDB não diz, mas já trabalha com a possibilidade de substituição
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O deputado federal Pompeo de Mattos, do PDT, e candidato a vice-governador na chapa liderada por José Fogaça, do PMDB, declarou-se “vítima de perseguição política”, em entrevista PUBLICADA quarta-feira no jornal Zero Hora. Ele se referia ao pedido de impugnação que o atingiu (e também outros 27 concorrentes gaúchos ao pleito de outubro), feito pelo Ministério Público Eleitoral. A alegação: Pompeo seria inelegível conforme sentença do Tribunal Superior Eleitoral – que manteve o mandato atual, mas o condenou a 3 anos de inelegibilidade por “abuso do poder econômico” (ele e outros deputados, todos também com pedido de impugnação, mantinham albergues – o que a Justiça entendeu irregular).
Bueno. Estes são o fato e a posição do parlamentar. Mas, e agora, o que acontecerá? Há uma decorrência jurídica e outra política. No primeiro caso, o Tribunal Regional Eleitoral tem até 5 de agosto para deferir ou não o pedido do MPE. De qualquer das decisões, cabe recurso. Que será julgado até 19 de agosto pelo Superior Tribunal Eleitoral. Depois, há quem diga, ainda caberia recurso ao Supremo Tribunal Federal, com pedido de liminar. Que pode (ou não) ser concedida. Em caso positivo, o candidato concorre, ficando o julgamento propriamente dito para além da eleição de outubro.
Ok, ok, ok. Vamos agora à conseqüência política, aliás bastante prática. Há uma preocupação, que ninguém ousa externar publicamente, por parte do comando da campanha de Fogaça. Vai que Pompeo, com quem o candidato a governador tem bastante entrosamento, nesses primórdios de campanha, não consiga reverter o pedido. E daí? Ou, mesmo se postulação for mantida na Justiça, como fica esse período todo de indefinição, que pode chegar mesmo ao dia do pleito? É um problemão.
Repita-se: ninguém ousa tratar do caso publicamente. Mas é ensaiado, nos bastidores, o que seria uma espécie de plano B. O PMDB (e nem poderia ser diferente, para ser bem objetivo) já trabalha com a possibilidade de uma eventual substituição de Pompeo. Mas isso apenas após a decisão local do TRE, em meados de agosto. E o preferido, pelo que foi possível apurar, seria outro deputado federal. No caso, Carlos Eduardo Vieira da Cunha. Que não tem o mesmo perfil de Pompeo. E ainda assim poderia dar chance ao azar. Não pela qualidade do substituto, de resto inegável, e muito pelo transtorno todo criado pela saída do, digamos, “titular”.
De todo modo, o peemedebismo se vê obrigado a administrar algo com o qual não contava. E aí, as conseqüências são imprevisíveis. Goste-se ou não disso.
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Seeee Pompeo for impedido de concorrer, acredito que pelo postura defendida por Pedro Simom, desde os tempos dos tiranossauros-rex, é de que o PMDB-GAÚCHO desista de concorrer ou como paladinos da justiça, moral, ética, estarão reconhecendo a possibilidade de ter oferecido um ficha suja para a população gaúcha?
Já não basta terem aumentado ainda mais o rombo e caos que o governo Olívio deixou no Estado?
@Rose Pereira
Bingo!
Fala Pedro Simon.
Interessante ver os paladinos da ética pública que louvaram o “Ficha Limpa” ficarem bem quietinhos agora ou pior, dizerem que não é bem assim, que cada casa é um caso ou pior ainda, que o impedimento é fruto de “perseguição política”!