Extraordinário. Ainda há gente tentando salvar um mínimo de reforma política. Pode?
As listas fechadas se foram. As híbridas, flex, tetraflex ou o que seja, também já dançaram. Fidelidade partidária? Só se o Supremo Tribunal Federal referendar posição do Tribunal Superior Eleitoral (que decidiu ser do partido o mandato, e não do candidato). Coligações em pleitos proporcionais proibidas. Será que vale a pena, sem lista?
O fato é que há parlamentares ainda imaginando a possibilidade de salvar alguma coisa da reforma política, em debate na Câmara dos Deputados. E que, certamente, depois será referendada pelo Senado, voltará à Câmara e valerá já para 2008. É. Tem gente que acredita na cegonha, também.
Aliás, de que forma querem tirar o bebê do incêndio, com as labarendas comendo a casa inteira? Propondo o financiamento público das campanhas para os prefeitos. Hehehehehehehehehe. Que legal? Critério? Ah, é preciso discutir. Igualdade de condições entre todos, dos grandões aos menorzinhos? Proibição de coligação? Tudo isso a gente vê.
Resumindo: até pode haver boa intenção, vamos reconhecer, de uns e outros. Mas, na prática, pelo menos esta (nem sempre) humilde página de internet, melhor não se esforçar para torcer. Não vai dar em nada.
SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a reportagem Tem salvação, de Lucas Ferraz, publicada no Congresso em Foco.





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