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ESSE EU RESPEITO! “O Estado de São Paulo” assume e defende voto em José Serra

Não canso de escrever aqui: não existe imparcialidade. E não há nada mais hipócrita, na mídia, do que a pretexto de “contar a verdade”, fazer campanha aberta contra ou a favor do que quer que seja. Aliás, mais que hipocrisia, é desonestidade.

Não vejo nenhuma incompatibilidade em ter posição, contá-la claramente ao seu cliente (seja ele leitor, ouvinte ou espectador), e ainda assim produzir um jornalismo de qualidade. O mais grave, ainda, é que não há nem como esconder isso – o mundo percebe. E não gosta.

Quem você imagina que apóiam, nessa eleição presidencial, a Rede Globo, o Grupo RBS, a ex-revista Veja e o ex-jornal Folha de São Paulo? Pooois é. Mas todos eles se dizem “imparciais”.

Assim, não é por acaso que, com todos os seus possíveis e prováveis defeitos, O Estado de São Paulo é, loooonge, o melhor jornal do País. Isso, claro, na minha (nem sempre) humilde opinião. Que, aliás, é agora mais forte. Por quê? Pela singela razão de que o “Estadão” assumiu, com clareza de palavras, a sua posição. Deixa cristalina sua aposta em José Serra como o melhor Presidente para o Brasil e recomenda voto no tucano. Isso é, sim, honestidade.

Ponto para O Estado de São Paulo. Subiu no meu conceito. Não preciso concordar com o que ele defende. Mas quero saber. É honesto. E o jornalismo sai ganhando. Esse jornal eu respeito. A propósito, confira o Editorial publicado neste sábado, em que OESP explicita sua convicção. A seguir:

O mal a evitar

A acusação do presidente da República de que a Imprensa “se comporta como um partido político” é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre “se comportar como um partido político” e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país.

Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País…”

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3 Comentários

  1. Claudemir,

    Interessante a postura do Estadão. Nenhuma novidade, é claro, já que há muito tempo os editoriais deles são abertamente em apoio à Serra, sem nenhuma vergonha em esconder. O de ontem (sábado)por exemplo, fala em “esperamos que isso não aconteça” ao falar de Dilma ganhando as eleições. Aberto mesmo. Devem ter expressões desse tipo quase todo dia, eu que não fico procurando; sinceramente, quando leio o Estadão passo quase sempre reto pelos editoriais, por já saber o que esperar.

    Agora, feio fez a Folha na edição de hoje (domingo). Colocou um editorial na capa com o nome “Todo poder tem limite” – com todo o peso que, sabemos, um editorial na capa leva. Nele, comentou as recentes falas de Lula contra a imprensa, algo nada surpreendente. O brabo foi ter colocado, lá pelos parágrafos finais, que “a Folha procura manter uma orientação de independência, pluralidade e apartidarismo editoriais, o que redunda em questionamentos incisivos durante períodos de polarização eleitoral”. Outro trecho “ameaçador” do editorial: Fiquem ambos advertidos (Lula e Dilma) de que tais bravatas somente redobram a confiança na utilidade pública do jornalismo livre”.

    Admitir uma imparcialidade inexistente (e, sabemos, inatingível) num editorial na capa de domingo é uma fiasquera tremenda, ainda mais em comparação ao Estadão, que, sutilmente, assumiu sua parcialidade conhecida num discreto editorial.É uma postura anti-honesta e nada sincera para com seu leitor. Se quer ser imparcial, seja, tem todo o direito de querer (e ser parcial nas entrelinhas)ser, mas não venha brincar comigo e dizer, na capa, que não apoiamos ninguém e somos apartidários. Aí já é demais.
    Mas, convenhamos, é uma postura típica da Folha, cada vez mais arrogante. Quando estive por aquelas bandas da Barão de Limeira, na 1º metade desse ano, era esse sempre o mote: fazer “polêmica”, “crítica”, à (quase) qualquer custo. Leia-se o que quiser por “qualquer custo”.

  2. Buenas Claudemir.
    Eleiçoes 2010. Faz contato com o Airton que pode detalhar mais.A TV Santa Maria está preparando uma mega cobertura do pleito aqui na terrinha. AO VIVO desde 8 da manha até o final da apuração, utilizando todas as ferramentas disponíveis e convidados no estúdio conversando sobre política geral e local. Sugeri teu nome para integrar a mesa de debates.
    Mas liga para o Airton. Pretende-se algo histórico em termos de cobertura ao vivo.
    Abs. Nicola (NOTA DO SITIO – contato inicial já foi feito e este espaço dará todo o seu apoio para essa ação inédita no jornalismo santa-mariense. E, desde agora, que o leitor saiba: a TV Santa Maria pode ser o oásis que estamos buscando. E, mais que isso, precisando)

  3. Exemplar a portura do Estadão. Porém, ao considerar que Lula está enganado em dizer que a mídia se comporta como um partido, omite a opinião de Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional dos Jornais: “Obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada.”

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