CampanhaEleições 2010

QUE VERGONHA! Gritalhão Virgílio, o que queria “surrar” Lula, não sabe perder

É assim: Arthur Virgílio se notabilizou por dois fatos nos últimos oito anos. Um, num de seus habituais gritedos na tribuna do Senado, prometeu -ele é lutador de jiu-jtsu -“surrar Lula”, se ela aparecesse na sua frente. Argumentaço, como se vê. Outro, ter feito 2% dos votos dos amazonenses quando, no meio do mandato de senador, tentou virar governador.

Agora, as urnas nortistas lhe reservaram o terceiro lugar. Os eleitores deram, nele, uma “surra” de votos. E o que ele está fazendo? Tentando melar a vitória dos adversários, acusando-os de “compra de votos”. Grave, não? Sim, mas vai daí que…

…Que, ao que tudo indica, entrará pelo cano e ainda poderá ser processado por coagir testemunhas – que ele próprio transportou, num avião fretado, para levá-las a depor em Manaus. Triste fim esse do gritalhão. Ah, os detalhes estão na revista IstoÉ desta semana, em reportagem assinada por Hugo Marques. Confira:

 “Mau perdedor

Um dos princípios das artes marciais é evitar a ida ao ataque e utilizar a força do adversário para derrubá-lo. Faixa preta de jiu-jítsu, o senador amazonense Arthur Virgílio (PSDB) parece que não aprendeu essa lição e se caracteriza por sempre atacar seus oponentes. Suas atitudes nas últimas semanas mostram que o senador tucano também não aprendeu a perder.

Derrotado na eleição por Eduardo Braga (PMDB) e Vanessa Grazziotin (PCdoB), Virgílio tenta agora retomar o mandato no tapetão. Quer continuar a atacar. Ele acusa os dois eleitos de terem comprado votos e busca no Ministério Público uma porta para reaver o posto. Na sexta-feira 8, Virgílio chegou à sede do MP em Manaus com sete eleitores, que dizem ter tido seus votos comprados. Eles apresentaram ao Ministério Público cartões do Bradesco com saldo de R$ 600, que seriam a prova dos pagamentos. O problema é que os cartões nada provam e Virgílio poderá ainda ser enquadrado por coação de testemunhas.

O mesmo Ministério Público que ouviu as denúncias já sabe que os denunciantes foram levados de Parintins para Manaus em dois voos fretados da Manaus Aerotáxi. O pagamento do fretamento foi feito por Virgílio e sua esposa, Goreth Ribeiro. “Ele está desesperado e trouxe esse pessoal para forjar denúncias”, diz o ex-governador Eduardo Braga. Três eleitores prestaram depoimentos absolutamente iguais. Disseram ter recebido um cartão do Bradesco com R$ 600, como se tivessem trabalhado nas campanhas de Braga e Vanessa, mas não trabalharam.

ISTOÉ telefonou para os celulares dos sete eleitores que prestaram depoimento, mas o único que atendeu a ligação foi Antônio Carlos Rodrigues Assis. “Fui orientado a não falar”, respondeu. A senadora eleita Vanessa Grazziotin também atribui a trama ao desespero do derrotado. “O Arthur está doido. Ele quer o mandato dele de volta de qualquer jeito”, diz. A campanha eleitoral, segundo ela, seguiu orientação do Ministério Público no Amazonas para que os candidatos firmassem contratos de trabalho com as equipes de campanha. Cada cabo eleitoral recebeu um cartão Bradesco para sacar o salário pago pela coligação.

Vanessa explica que, além do cartão, o MP orientou que as equipes recebessem protetor solar, alimentação e transporte. Acusado nos depoimentos, o empresário Abrahim Calil Nadaf Neto, dono do sistema de pagamentos por cartão, ameaça processar Arthur Virgílio por calúnia. “Não houve compra de votos, os cartões eram para pagamento de salários. Todas as pessoas tinham contrato de prestação de serviços com os candidatos…

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