Segurança

GUERRA DO RIO. Megaprojeto contra o crime organizado. 80% das armas vêm do Paraguai, diz Pimenta

Era para ser em 2010. Ficou para 2011. Mas o fato é que está para ser implantado um projeto que prevê batalhões próprios e equipamentos de última geração. Tudo para combater o crime organizado. O chamado Policiamento Especializado de Fronteiras, enfim, deve sair do projeto para a prática.

Segundo o deputado federal petista Paulo Pimenta, relator da CPI da Violência Urbana da Câmara, a quase totalidade das armas vêm via Paraguai. E por conta da, digamos, brandura legal dos países vizinhos, o parlamentar aponta que a principal medida para conter crime nas fronteiras é diplomática, uma unificação da legislação do Mercosul”.

O santa-mariense foi um dos ouvidos para extenso material produzido pelo G1, o portal de notícias das Organizações Globo. A reportagem é de Mariana Oliveira. Acompanhe, a seguir:

 “Projeto do governo para inteligência na fronteira do país está atrasado

… Um megaprojeto de inteligência e integração de forças de segurança na fronteira brasileira, que tem como objetivo combater o crime organizado internacional, só deve começar a funcionar nos primeiros meses de 2011, embora o cronograma do governo federal previsse que, no segundo semestre de 2010, o programa já estaria em fase mais avançada.

O projeto de Policiamento Especializado na Fronteira (Pefron) prevê batalhões próprios e uso de equipamentos de última geração, como binóculos com câmera, aviões anfíbios e helicópteros tripulados e não-tripulados. É prevista a atuação de policiais civis, militares e peritos criminais, que serão treinados pela Polícia Federal e Força Nacional de Segurança.

O maior controle de fronteiras é apontado por especialistas como principal caminho para combater a entrada de drogas, armas e munições, que abastecem organizações criminosas no país. Na maior operação de combate ao tráfico realizada no Rio nas últimas duas semanas, na Vila Cruzeiro e conjunto de favelas do Alemão, a Polícia Militar informou ter encontrado 42 toneladas de drogas e 222 armas de diferentes calibres, além de ampla quantidade de munição…

Legislação unificada

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência Urbana na Câmara dos Deputados, comissão que deve apresentar seu relatório final ainda neste mês, antes do término da atual legislatura, diz que 80% das armas e das drogas que chegam ao Brasil vêm pelo Paraguai e entram por Mato Grosso do Sul e Paraná.

“Uruguai e Paraguai têm legislação muito brandas para venda de armas. Não tenho nenhuma dúvida que a principal medida para conter crime nas fronteiras é diplomática, uma unificação da legislação do Mercosul”, destaca.

Pimenta diz que a CPI vai sugerir, em seu relatório final, a unificação da legislação, além de um controle integrado de armas no Brasil – hoje Exército controla uma parte e Polícia Federal, outra. Além disso, a comissão também deve sugerir que o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que envolve ações sociais ligadas à segurança pública, vire um programa permanente.

Ele vê o Pefron com uma das soluções para combate ao tráfico internacional nas fronteiras. “Hoje não temos uma política de Estado para as fronteiras. Têm esforços individuais da Polícia Federal, eventualmente da polícia civil e militar de algum lugar, mas não tem isso como centralidade, como ocorreu no Rio, onde vimos uma operação com comando unificado…”

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