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Das coisas sem explicação – por Daiani Ferrari

Nunca fui de muitos amigos. Tenho um que é extremamente competitivo. Para ele, tudo vira um incentivo para trabalhar mais e mais. Trabalho, um ponto de divergência entre nós. Tento fazer com que ele trabalhe menos e viva mais, o que não é facilmente compreendido. Mas ele é quem me manda e-mail antes do ano novo desejando um bom 2011, dizendo que apesar de tudo sou sua melhor amiga.

Também tem uma mocinha linda que nunca dá notícias, foge para outro continente sem nem avisar. Às vezes acho que tudo não passa do medo que ela tem de que alguém tome seu lugar ou lhe faça algum mal. Só que ela é a única que todo dia 17 de janeiro envia um e-mail, mensagem via celular ou messenger, parabenizando pelo aniversário de formatura e agradecendo por eu ter feito parte dessa etapa da sua vida.

Outro é uma pessoa incomodada e incomodativa e, realmente, ele é chato. Quando acho que estou fazendo algo importante ou interessante ele vem e joga um balde de água fria. A cada dia da cerveja ele consegue debochar de mim com a mesma piada e faz com que todos deem risada pela milésima vez dela. Quem é obrigado a adivinhar que a sinalização era a turística e não a de trânsito? Mas ele é um dos poucos que aceita o convite para ir à minha casa comer um churrasco que há tempos havia sido prometido. Ele chega lá e elogia a casa e a comida. E uma coisa eu aprendi. Se ele elogia é porque é sincero, visto que ele não é do tipo que finge.

Fazendo uma autocrítica, sei que não sou das melhores companhias. Posso ser egoísta, sobretudo se o assunto for comida, faladeira, comilona, gritona e “perguntadeira”. Também tenho mania de limpeza, embora em um nível bem menor agora. Gosto de tomar cerveja e quando levemente embriagada posso chegar ao ponto do “te considero pra caramba”. E os piores: teimosa, impaciente e, segundo a Fabi, ansiosa.

Não são só esses os amigos. Têm outros que somem, reaparecem e em algum momento, quando menos espero, enviam uma mensagem de apreço ou um simples sinal de que não me esqueceram. Mesmo não tendo muitos, os poucos são ótimos.

Junto com o sumiço das canetas BIC e dos guarda-chuvas, a amizade é dessas coisas que não conseguimos explicar.

Pessoas tão diferentes que se encontram, se gostam e viram amigos… Simples assim!

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2 Comentários

  1. Ansiosa, em algumas situações, mas este é um “defeito” perdoável. Até porque não sou tão diferente (rsrs). É, amigos, longe ou perto, incomodados ou incomodativos, presentes ou sumidos, são sempre importantes.
    Gostei do crônica!

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