ECONOMIA SOLIDÁRIA (26). Um espaço para o debate também sobre os quilombolas

ECONOMIA SOLIDÁRIA (26). Um espaço para o debate também sobre os quilombolas - eco-quilombolas

Tema em debate: "Etnodesenvolvimento e Economia Solidária e o Processo de Fortalecimento das Cadeias Produtivas em Comunidades Quilombolas do Brasil"

Quilombolas debatem situação de suas comunidades

POR Maiquel Rosauro (texto e foto)

ECONOMIA SOLIDÁRIA (26). Um espaço para o debate também sobre os quilombolas - selo-feicoop-b15Dezenas de quilombolas de várias regiões do Brasil participam da 7ª Feira de Economia Solidária do Mercosul e a 18ª Feira Estadual do Cooperativismo (Feicoop), em Santa Maria. Desde ontem, eles realizam o “Seminário Nacional de Empreendedorismo da Rede Selo Quilombola do Brasil”, no Lonão África, ao lado do Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter.

Os quilombolas discutem o tema “Etnodesenvolvimento e Economia Solidária e o Processo de Fortalecimento das Cadeias Produtivas em Comunidades Quilombolas do Brasil”. O debate é promovido pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igual Racial (Sepir), do Governo Federal.

A secretária de Políticas para Comunidades Tradicionais do Governo Federal, Ivonete Carvalho, participa do seminário. Ivonete está coordenado as palestras e discussões.

– Não tem como desenvolver as comunidades quilombolas se elas não tiverem água e nem luz – apontou Ivonete.

Em determinado momento, um dos participantes cobrou a dívida histórica que a Igreja Católica possui com o povo negro. Os eventos de economia solidária que ocorrem em Santa Maria são promovidos pelo Projeto Esperança/Cooesperança, ligado a Arquidiocese de Santa Maria. A secretária, por sua vez, disse que é ciente desta dívida, mas que é preciso haver debate.

– Estamos aqui porque acreditamos nesta feira e neste debate. Estamos abertos para discussão com qualquer religião. Temos que fazer um debate com a sociedade – explicou.

Ao final do encontro nesta manhã, os participantes cantaram uma triste e pequena canção que traduz o sofrimento do povo negro brasileiro: “Terra pra plantar, café pra colher, o negro trabalha para sobreviver”. O seminário quilombola segue até amanhã.

A 7ª Feira de Economia Solidária do Mercosul e a 18ª Feicoop iniciaram ontem em Santa Maria. Também ocorre em paralelo a 11ª Mostra da Biodiversidade; 7º Seminário Latino Americano de Economia Solidária e Feira de Agricultura Familiar e 7º Levante da Juventude. O encerramento será amanhã à tarde.

OBSERVAÇÃO: Maiquel Rosauro é da assessoria de imprensa do evento.

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