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Casamento a caminho. PSDB quer absorver o PPS, que topa. E em Santa Maria? Aqui não muda nada

A foto de Gervásio Baptista, da Agência Brasil, capta um momento que pode virar encontro oficial de partidários. Nela, em evento de setembro passado, aparecem o presidente nacional do PSDB, o senador Sérgio Guerra (E), e o de idêntico cargo no PPS, o ex-senador e ex-comunista Roberto Freire. Eles, mais José Serra e o gaúcho Nelson Proença discutem a sério a possibilidade de fusão entre as duas siglas.

 

Aliás, guardadas as proporções, é mais ou menos a mesma coisa que a “fusão” do Itaú e do Unibanco. No negócio, o primeiro absorveu o segundo; na política o PSDB absorverá o PPS. O resto é discurso. A propósito dessa discussão nas cúpulas, acompanhe reportagem publicada na versão online da Folha de São Paulo. E, lá embaixo, o meu comentário, especificamente em relação a Santa Maria. A seguir:

 

 “PPS estuda fusão com PSDB para evitar desaparecimento

 

De olho na sucessão presidencial de 2010, PSDB e PPS começaram a discutir a possibilidade de fusão entre as duas siglas. O assunto foi tratado em jantar na semana passada na casa do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), do qual participaram o governador e presidenciável tucano José Serra (SP) e o deputado federal Nelson Proença (RS), integrante da executiva nacional do PPS.

 

Ponta-de-lança da articulação, Proença afirma que a possibilidade de criação de uma “janela” para a migração partidária pode enfraquecer o PPS. O risco de proibição de coligações proporcionais em 2010 e o resultado das últimas eleições municipais são outros fatores que levam a bancada da legenda na Câmara dos Deputados, formada por 15 congressistas, a defender a fusão. Em 2008, o PPS elegeu 132 prefeitos – uma queda de 59% em relação às 320 prefeituras que conquistou em 2004.

 

“Há uma tendência de os partidos pequenos desaparecerem, e o quadro deverá se consolidar em três ou quatro grandes partidos nacionais. Uma fusão faz parte de um movimento nacional para enfrentar esta crise que está aí e o momento pós-Lula”, disse o deputado. Serrista convicto, o congressista afirma que a fusão independe…”

 

COMENTÁRIO CLAUDEMIRIANO: que importância poderá ter, em Santa Maria, a absorção do PPS pelo PSDB? Objetivamente, nenhuma. O PPS é um punhado de ex-comunistas sem voz e voto – e não precisam ficar brabos, porque a “fusão”, se acontecer, inclusive enterrará de vez qualquer coisa parecida com aquilo com que sonhou Luiz Carlos Prestes. Já o PSDB, em Santa Maria, embora não pareça, é uma sigla dividida entre os que apóiam Jorge Pozzobom e os contrários a ele – hoje minoritários. E assim continuará sendo, se nada houver internamente. Já os oriundos do PPS serão apenas isso, oriundos do PPS.

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a íntegra da reportagem “PPS estuda fusão com PSDB para evitar desaparecimento”, de Graciliano Rocha, na versão online da Folha de São Paulo.

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