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CÂMARA. CPI do Transporte Público de Santa Maria ouve servidores para apurar entraves em licitação

Colegiado, que iniciou trabalho em março, prorrogou atuação por mais 30 dias

Oitivas da CPI do Transporte Público foram realizadas no plenário do Legislativo (Foto Júlia Vissotto/Câmara)

Por Maiquel Rosauro

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Público da Câmara Municipal de Santa Maria realizou, na quarta-feira (17), mais uma rodada de oitivas. Foram ouvidos três servidores da Prefeitura ligados aos setores de compras, licitações e orçamento. O objetivo era esclarecer a elaboração das planilhas de cálculo tarifário e os trâmites internos do processo de licitação do serviço de transporte público municipal, que atualmente suspenso.

A primeira ouvida foi Solange Medina Cunha, superintendente de Compras e Licitações. Durante a sabatina, os vereadores questionaram sobre pesquisas de preços de itens como pneus, possíveis irregularidades no certame e o uso de empresas de consultoria terceirizadas. Solange esclareceu que a superintendência atua apenas no rito processual legal e não faz a validação dos dados técnicos enviados pelas secretarias responsáveis.

“A gente recebe aquelas informações e não temos a competência de verificar se está correto ou não”, justificou a superintendente.

Na sequência, o depoimento foi de Ricardo Trindade Pinheiro, presidente da Comissão Especial de Licitação. Pinheiro respondeu a perguntas sobre a condução da fase externa da licitação e as impugnações apresentadas contra o edital lançado. Ele explicou que as contestações foram repassadas ao secretário responsável à época para avaliação técnica, e que, agora, o avanço do processo depende dos órgãos de controle do estado.

“No momento ele está em análise pelo Tribunal de Contas, não sei em quais formas que ele foi encaminhado. A gente só encaminhou para o Tribunal de Contas para análise”, disse Pinheiro.

A última oitiva da tarde foi com Marilda Manfio, superintendente de Gestão Orçamentária e Financeira. Os parlamentares a questionaram sobre os repasses de subsídios atuais, a criação de um possível fundo municipal para custear o transporte e a metodologia de cálculo da nova tarifa. Marilda informou que, até o momento da suspensão, a documentação atrelada ao futuro serviço ainda não havia chegado à sua pasta.

“O novo processo ele nenhum momento veio para a superintendência de gestão orçamentária e financeira, então não teria como dizer alguma coisa sobre o novo processo”, declarou a servidora.

A CPI do Transporte Público, que iniciou os trabalhos em março, prorrogou sua atuação por mais 30 dias. O colegiado é liderado por Tony Oliveira (Podemos), presidente; Guilherme Badke (PSD), vice-presidente; e Adelar Vargas (MDB), relator.

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