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Folhetim. Quem perdeu com a novela que foi, e ainda é, a formação do ministério lulista

Não se sabe, no momento em que escrevo, quem será o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Há quem diga que por lá acabe ficando o atual, o empresário, ex-presidente da Sadia, Luis Fernando Furlan. É pouco provável, mas não impossível. Também não está oficializada qualquer troca no Ministério da Defesa – embora, como no Desenvolvimento, quem sabe ocorra a saída de Waldir Pires. Quem, porém, garante?

 

E foi assim, ao longo dos últimos dois meses, e talvez se prolongue ainda por mais alguns dias. Um verdadeiro folhetim, essa escolha dos titulares dos ministérios do segundo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Só o caso de Marta Suplicy, afinal sagrada na desidratada pasta do Turismo, já garantiria o chamado “lado rico” da novela. Teve de tudo, desde ranger de dentes, até lágrimas; para que o final feliz (feliz?) fosse anunciado aos espectadores.

 

Mas, afinal de contas, quem ganha e quem perde nesse puxa e afrouxa da formação ministerial? O que sobra para o distinto público? Essas e outras considerações são feitas na coluna Pensata, do portal Folha Online, braço de Internet do jornal Folha de São Paulo, pelo jornalista Valdo Cruz, repórter especial do jornalão paulista. Vale a pena ler. A seguir:

 

“A novela de Lula e o nosso prejuízo de cada dia

 

Acabou um dos capítulos mais longos da novela chamada reforma ministerial do governo Lula. Marta Suplicy aceitou ser ministra do Turismo no segundo mandato. O desfecho de outros capítulos desse folhetim infindável, porém, ainda é um grande mistério. Pior: enquanto se desenrola, sofre o país com essa indefinição. Senão, vejamos.

Lula já foi aconselhado a trocar o ministro da Defesa, Waldir Pires, mas relutou diante da amizade que sente pelo petista. Não quer apenas desempregá-lo. Deseja alojá-lo em outro posto antes de acertar sua saída. Enquanto isso, o país volta a sofrer com um novo apagão aéreo.

Fosse numa empresa privada, alguém estaria punido – possivelmente com demissão – diante do caos provocado pelos atrasos de vôos país afora. Afinal, ele vem se repetindo com certa frequência nos últimos meses. Como a responsabilidade é do governo federal, o cidadão paga o pato e os responsáveis ficam discutindo o que exatamente aconteceu. Até um novo apagão.

Nada contra Waldir Pires. Ele tem um histórico respeitável em defesa das liberdades democráticas do país. Mas é notório que não é a pessoa ideal para ocupar tal cargo, principalmente num momento de crise no setor de controle de tráfego aéreo.

Lula agora estaria com pressa de resolver a situação do Ministério da Defesa. Afinal, a cada nova crise ganha mais força a proposta da oposição de criar a CPI do Apagão Aéreo na Câmara dos Deputados, que o governo tenta evitar de todas as formas…
”

 

SE DESEJAR ler a íntegra clique aqui.

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