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Pra cá e pra lá. PMDB se repete. Parte é Lula. Outra, Alckmin. Quem imaginava diferente?

É isso aí! Nada de novo no reino peemedebista. Um contingente expressivo já está demonstrando seu apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Outro grupo, também significativo, quer (e vai lutar por isso) a vitória de Geraldo Alckmin, do PSDB.

Convenhamos, nada de novo num partido que não teve sequer candidato a Presidente, embora seja (e as urnas confirmaram de novo) o maior do país, em número de governadores e deputados federais, sem falar em prefeitos e vereadores.

A propósito dessa sina peemedebista, vale a pena ler o artigo publicado pelo jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo, em sua página na internet. Nem que seja para que se continue a não entender a grande confusão no partido que já teve Ulysses Guimarães, como maior liderança. Confira:

”PMDB vai ao segundo turno com um pé em cada canoa

O segundo turno da eleição presidencial, inimaginável há 20 dias, mostra que, no Brasil, é sempre mais cômodo ser profeta de coisas já acontecidas. Quanto ao resultado da contenda presidencial, pode-se dizer apenas que Lula será vitorioso, na hipótese de que não seja o perdedor. E Alckmin pode mesmo vir a ser o próximo presidente, desde que não tropece nas urnas.

Uma previsão, porém, pode ser feita com 100% de certeza, margem de erro zero: seja quem for o presidente, o PMDB estará no governo. Dono de vistosas bancadas no Congresso e na bica de fazer o maior número de governadores nas eleições estaduais, o partido mais partido do país vai ao segundo turno com um pé na canoa de Lula e outro na embarcação de Alckmin.

Os dois candidatos intensificaram nas últimas horas o assédio à prima-dona da ópera bufa eleitoral. Vem do Rio de Janeiro o melhor exemplo de que a divisão será levara a um paroxismo tal de oportunismo que a ninguém será permitido surpreender-se com os arranjos que sobrevirão às urnas.

Juntos no primeiro turno da eleição fluminense, o casal Garotinho e o candidato Sérgio Cabral optaram por uma divisão no plano nacional. Anthony e sua Rosinha ficam com Alckmin. Quanto ao resto do país, os dois presidenciáveis se engalfinham numa disputa para ver quem leva o maior cesto de apoios peemedebistas.

Alckmin conversou, já na segunda, com Michel Temer, presidente do PMDB. Nesta terça, em conversa com Tasso Jereissati e Jorge Bornhausen, presidentes respectivamente do PSDB e do PFL, Temer manifestou a impressão de que o segundo turno tende a reproduzir a divisão esquemática do primeiro round.

Numa disputa que se prenuncia como renhida, é importante que os dois presidenciáveis se acerquem do maior número de aliados que forem capazes de colecionar. Mas as adesões, na atual fase do jogo, têm importância quase simbólica. O eleitor brasileiro já deu demonstrações de que vota no candidato, não em partidos. Assim,…;”


SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página do jornalista na internet, no endereço http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/.

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