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CPI PORCINA. Congressistas ‘da mídia’ pressionam para evitar (justo e óbvio) indiciamento de jornalistas

Odair pode revisar parte do texto, para tentar garantir a aprovação: o que não mudará muito

É muito grande a pressão sobre o relator da CPI do Cachoeira – que o editor ainda mantém como a “CPI Porcina, a que foi sem nunca ter sido. São dois os pontos que exasperam os que submetem aos mandos e desmandos de uma certa mídia, aquela que, a pretexto de defender a “liberdade de expressão”, frauda a mínima noção de democracia e contraditório.

Um é o pedido de investigação, pelo Conselho do Ministério Público, do Procurador Geral da República. Outro é o indiciamento de cinco jornalistas – em especial o grande amigo do bicheiro Carlinhos Cachoeira e com o qual compartilhou pautas de “reportagens” na ex-revista Veja, Policarpo Júnior, e o pedido de investigação sobre sete.

É tão grande essa prensa no relator, o deputado Odair Cunha (PT/MG), que ele pediu uma semana para ler o relatório, de resto já conhecido. O que pode implicar em mudanças. Melhor aguardar, para ver como vai ficar. Enquanto isso, você clica AQUI para ver especificamente o que há contra os profissionais da mídia e acompanha o material a respeito dos próximos passos, produzido pela Agência Senado. A reportagem é de Anderson Vieira e Isabela Vilar, com foto de Geraldo Magela. A seguir:

Relatório final da CPI do Cachoeira deve ser lido nesta semana

O relatório final da CPI do Cachoeira deve ser lido nesta quarta-feira (28). Entregue na última quarta-feira (21) pelo relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), o texto não é consenso entre os integrantes da CPI e parte dos parlamentares promete a apresentação de voto em separado.

O relatório não deverá ser votado, já que parlamentares anunciaram a intenção de pedir vista do texto, que pede o indiciamento de 34 pessoas, incluindo Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e a responsabilização de 12 pessoas que têm foro privilegiado. Os trabalhos da CPI têm encerramento previsto para 22 de dezembro.

A leitura do texto, que estava marcada para a última quarta-feira, já foi adiada por duas vezes. Na primeira, integrantes da CPI alegaram que o prazo entre a entrega e a leitura deveria ser de pelo menos 24 horas. O segundo adiamento ocorreu a pedido de Odair Cunha, que ainda pode alterar o texto em busca de consenso para a aprovação.

Entre os principais pontos de discórdia está o fato de ele propor a responsabilização criminal do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e poupar o governador do Distrito federal, Agnelo Queiroz (PT). Também há divergências sobre o pedido de indiciamento de jornalistas, entre eles Policarpo Junior, da revista Veja, e críticas sobre o pedido de investigação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a ser encaminhado ao Conselho Nacional do Ministério Público…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

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3 Comentários

  1. Se engana quem diz que as acusações são contra a mídia. Aliás, o termo “mídia” é bem genérico e serve para qualquer coisa. O que está no telatório da CPI é pontual em relação às suspeitas bem concretas sobre a postura de determinados jornalistas em suas relações promíscuas com o crime organizado. E, há casos em que a CPI pede que haja mais investigação sobre as suspeitas de envolvimento de alguns jornalistas com o crime organizado. Sinceramente, não entendo o porque dessa insistência em que achar que jornalistas são “intocáveis”. Na Inglaterra, recentemente, jornais foram fechados em função de condutas criminosas. No Brasil, ao menos a ‘Veja’ é suspeita de envolvimento em escutas ilegais ou mesmo de ter favorecido o bicheiro Cachoeira com suas reportagens e/ou manchetes. Ao contrário do que dizem, as posturas partidárias é que estão impedindo que se vá a fundo, inclusive no que se refere à conduta dos jornalistas.

  2. É impressionante como tudo agora é culpa da mídia! É quase assustador o ódio que alguns manifestam contra algumas revistas e jornais. Tudo bem, vamos “argentinizer” ou “venezuelar” nossa imprensa de uma vez por todas. Aí, meus queridos, fica tudo dominado! Mas depois…vão se queixar pro bispo!

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