Economia em SM. O desafio de atender à demanda por mão-de-obra qualificada para a indústria
Na série de reportagens produzida pela assessoria de imprensa da Prefeitura, ontem publiquei aqui o texto de Matheus Rivé, em que se enfatizava o aumento dos novos postos de trabalho na cidade, nos últimos tempos. Mesmo que não se tenham dados científicos, essa situação é de fácil percepção.
Pois, diante de um cenário que tem tudo para ser positivo, há um problema sério: as empresas, especialmente do setor industrial, se queixam da falta de mão-de-obra qualificada para alguns postos específicos. O que é feito para ajudar na resolução dessa questão é otema da reportagem de hoje, que focaliza especialmente a Escola Municipal de Aprendizagem Industrial (EMAI), aliás municipalizada na gestão do prefeito Osvaldo Nascimento da Silva, no final dos anos 90. Confira a seguir o texto assinado pela jornalista Patrícia Lemos:
ECONOMIA EM PAUTA – Prefeitura qualifica mão-de-obra para o mercado
Em um lugar onde oportunidades de trabalho não faltam, nem sempre há mão-de-obra qualificada para suprir a demanda. Santa Maria passa por este processo e, por isso, a reportagem de hoje, da série “Economia em Pauta”, mostra o que a Prefeitura faz para dar respaldo à esta necessidade, por meio da Escola Municipal de Aprendizagem Industrial (Emai).
Em 1973, Santa Maria ganhou uma “fábrica de profissionais”, com a implantação da Escola Municipal de Aprendizagem Industrial (Emai). Desde então, a instituição vem se consolidando e hoje é referência para o setor industrial quando o assunto é mão-de-bra de qualidade. As estatísticas comprovam o sucesso: 68% dos alunos formados pela escola estão empregados, conforme pesquisa da Emai.
A instituição oferece gratuitamente aos alunos das escolas municipais os cursos de Metalurgia (serralheria e solda), Mecânica (usinagem e tornearia), Eletricidade (predial e industrial) e Desenho Arquitetônico e Serigrafia, além de oficinas pedagógicas. Para atender o total de 240 alunos, a escola, que está localizada na esquina da Avenida Rio Branco com o largo da Gare da Estação Férrea, funciona nos três turnos, desde abril deste ano.
O diretor da Emai, Paulo Roberto Rodrigues, encara o trabalho como uma rotina em família. O professor, formado pela Emai em 1979, conta que além de dar uma profissão para pessoas com poucas condições financeiras, a escola projeta os alunos para uma nova realidade social: “A maioria entra aqui com uma postura de revolta, com dificuldades de relacionamento, em função da condição social em que vivem. Mas todos conseguem estágio e a maioria sai empregado”. O diretor ainda lembra de casos que o emocionam. “Certo dia tive de parar meu carro para trocar um pneu que furou. Quando vejo um carrão importado estaciona ao meu lado para ajudar. Para minha surpresa, quem desce é um ex-aluno que hoje tem uma empresa com 10 funcionários”, relata emocionado.
Além do ex-aluno do carro importado, Natiele Marques, 19 anos, Gregório Ribeiro, 23, e Márcia Pinheiro da Silva, 23, também são a prova das estatísticas da Emai. Os três ex-alunos da instituição estão empregados na Silenkar, fábrica de auto-peças do Distrito Industrial de Santa Maria. Márcia é a mais antiga. Ela entrou como estagiária em 2002 e, desde então, não saiu mais. Formada no curso de Metalurgia, começou como soldadora e hoje chefia a equipe de Desenvolvimento de Novos Produtos. “O curso me deu toda a base para o que sei hoje. Caso contrário, eu nunca teria essa oportunidade”, diz Márcia.
Ampliação das vagas e o PAC
Conforme o Secretário de Educação, Carlos Pires, a Emai atendia 92 alunos, em 2001 e hoje são 240. A intenção é ampliar o número para 400, em 2009, apenas dentro da escola. Ainda para o próximo ano, a Secretaria de Educação entrará com um projeto inovador. Todas as comunidades de Santa Maria que receberam obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) terão oficinas profissionalizantes no próprio bairro.
Serão 11 cursos em 16 regiões (veja abaixo), com 100 horas-aula cada. O objetivo, conforme Carlos Pires, é dar uma profissão e aumentar a renda das famílias mais pobres. “Onde há obra do PAC, a Emai vai gerar emprego e renda”, projeta o Secretário de Educação. A intenção é começar os cursos até o final deste ano, oferecendo inicialmente 1.800 vagas para integrantes de famílias que já estão cadastradas no PAC. Em 2009 abrirão mais vagas para novas turmas.
O Prefeito Valdeci Oliveira diz que o objetivo da Prefeitura é apoiar os jovens na chegada ao mercado de trabalho: “Hoje em dia o problema não e mais a falta de vagas. Oportunidades existem muitas. O que falta é a qualificação profissional e este crescimento da Emai preenche esta lacuna deixando os alunos em condições de competitividade no mercado”, avalia.
Confira os cursos que serão oferecidos às comunidades do PAC:
Curso de Edredons – Chácara das Flores e Salgado Filho
Curso de Artesanato – Chácara das Flores, Vila Brasília, Montanha Russa e Nossa Senhora de Fátima
Curso de Costura – Vila Kennedy e Vila São Rafael
Curso de Tear – Vila Vitória, Vila São João e Vila Santa Terezinha
Curso de Grampado – Vila Vitória e Vila Conceição
Curso de Tricô – Vila Negrini e Vila Conceição
Curso de Pães – Vila São João, Vila Lídia e Nossa Senhora do Trabalho
Curso de Marceneiro – Vila Caturrita e Vila Conceição
Curso de Eletricidade – Chácara das Flores, Vila Montanha Russa, Vila Caturrita, Vila São João, Nova Santa Marta e Alto da Boa Vista
Curso de Acolchoados – Vila Conceição, Vila Montanha Russa e Nossa Senhora do Trabalho
Curso de Serralheria Chácara das Flores, Montanha Russa, Caturrita, São João, Santa Marta e Alto da Boa Vista
SUGESTÃO DE LEITURA – clique aqui, se desejar outras informações oriundas da assessoria de imprensa da Prefeitura.





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