Nova pesquisa. Por que Lula é tão definitivamente pop, desafiando alguns sábios midiatas
Saiu nesta quarta-feira o resultado de mais uma rodada de pesquisa feita pelo Ibope, sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria. E, outra vez, mostra altíssimo índice de popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva, o que se constata pelos 51% de aprovação conquistado pelo governo – 3% mais que em setembro e o maior do ano. Somente 17% (eram 18%, há três meses) o desaprovam. Os demais 32% consideram regular a administração lulista.
Foram ouvidos 2002 eleitores em 145 municípios de todo o País. E, cá entre nós, a popularidade do Presidente desafia a muita gente. Inclusive da mídia. E de vários analistas que, ao que parece, não estão conseguindo entender muito bem a situação. Com as exceções de praxe – que, porém, dificilmente são encontradas na mídia eletrônica da boca do monte.
Mas, afinal de contas, por que Lula é pop? Hein? Quais as razões por que o Presidente, a despeito do evidente preconceito midiático, se coloca acima dos patamares que, para ficar apenas no último, Fernando Henrique Cardoso ostentou apenas durante um curtíssimo período de governo? Talvez, é um bom indício, devêssemos ler o que a Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul (Federasul) publicou na sua análise anual. Como se sabe, a Federasul é constituída de empresários.
Confira o que reproduziu, em sua muito boa página na internet, a editora de política e colunista Rosane de Oliveira, de Zero Hora. A seguir:
Nunca antes neste país
No balanço anual da insuspeita Federasul está a resposta para a popularidade do presidente Lula, detectada pelos institutos de pesquisa:
1. O salário mínimo de R$ 374,60 tem o maior valor real desde 1964. No ano do golpe militar, o mínimo valia o equivalente a R$ 392,10.
2. O índice de redução da pobreza não tem precedentes. Em 1995, 28,8% dos brasileiros viviam em situação de pobreza. Hoje, esse índice baixou para 19,3%.
3. Embora continue alto, o juro real caiu de 13% na metade de 2005 para 6,8% em setembro.
4. O crédito saiu de 24% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2004 para 34% neste ano. Em 2008, a perspectiva é de que chegue a 38%.
4. O crescimento das vendas do comércio varejista confirma que o brasileiro está consumindo mais. No Brasil foram 13,6% no acumulado do ano e 12,2% nos últimos 12 meses. No Rio Grande do Sul, 9,8% em 2007 e 8,1% no acumulado do ano.
5. As vendas de carros e motos cresceram 22,9% no Brasil neste ano (21,6% no Rio Grande do Sul).
6. O programa Bolsa Família, que consumiu R$ 3,2 bilhões em 2003, fechará o ano com mais de R$ 8 bilhões.
7. A alta do nível de emprego e dos salários fez a massa salarial crescer 6,6% nos últimos 12 meses.
SUGESTÕES DE LEITURA – confira aqui, se desejar, outras notas publicadas pela jornalista Rosane de Oliveira, de Zero Hora.
Leia aqui a reportagem Aprovação ao governo Lula atinge maior nível de 2007, aponta CNI/Ibope, na Folha Online.
Para conhecer a íntegra da pesquisa e as comparações com levantamentos anteriores, confira a reportagem CNI/Ibope: governo Lula tem melhor avaliação do ano, de Camilla Shinoda, no Congresso em Foco.





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