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ESPETÁCULO. ‘Terezas de Benguela Presente’ exalta ancestralidade e protagonismo de mulheres negras

Montagem coletiva sobe ao palco para celebração da memória e da resistência

Por Nathália Costa (com infromações do COMPIR e foto de Rusha/Divulgação) / Da Assessoria da Sedufsm

Nesta sexta-feira, 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, um espetáculo sobe ao palco do Theatro Treze de Maio para exaltar, em celebração, a memória e a resistência das mulheres negras. A apresentação artística Terezas de Benguela Presente homenageia mulheres negras da cidade de Santa Maria que abriram caminhos e seguem transformando realidades com seus saberes, cantos, rezas, danças e lutas.

Criado de forma coletiva, o espetáculo nasce de corpos e vozes negras organizadas em movimentos sociais e coletivos culturais, como forma de reconhecimento às mulheres que constroem conhecimentos atemporais e carregam, com orgulho, a ancestralidade, a militância e a resistência negra no Rio Grande do Sul.

Idealizado por Leila Coutinho, com direção geral de Sariana Lima e direção artística de Rutielle Batista, o espetáculo tem roteiro de Louise da Silveira e Maria Rita Py Dutra, e conta com produção do COMPIR (Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial) e da Coordenadoria Municipal de Promoção da Igualdade Racial. O figurino é de Daiana Marcelino, a arte de divulgação é de Rusha, e a fotografia e filmagem são de Gabrielle Borges e Rodolfo Rossi.

Diversos coletivos e organizações da militância negra de Santa Maria participam da realização do espetáculo: Articulação Nacional de Enfermagem Negra, Movimento Negro Unificado, Coletivo de Mulheres Negras CAROLINAS, Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas, Museu Treze de Maio, União de Negros Pela Igualdade e CAALABA – Coletivo Artístico Ancestral Laba Laba. A Sedufsm apoia e patrocina, junto de outros parceiros, a realização do espetáculo.

Assim, a montagem Terezas de Benguela Presente é um ato político e espiritual que convida o público a sentir, cantar, dançar e reverenciar as trajetórias de luta. Como diz o chamado da cena: “Vamos sentir a benção dos orixás, cair na mandinga, soltar o gogó e requebrar os quadris. Pode chegar, pode entrar, esse é o Tereza de Benguela Presente.”

Data: 25 de julho, sexta-feira

Horário: 19h às 21h

Local: Theatro Treze de Maio 

A entrada é gratuita

Montagem coletiva sobe ao palco para celebração da memória e da resistência

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