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A semana. Saiba quem vai perder e ganhar, em Santa Maria, se vingar a votação em listas

O grande assunto da semana é nacional. Mas com repercussões óbvias em Santa Maria. Há gente bastante nervosa com o andar da votação, a partir de amanhã, da proposta de reforma política, pela Câmara dos Deputados. Especialmente a questão do voto em lista para os pleitos proporcionais e que tende a ser aprovado, ainda que na forma “flexibilizada”.

 

A questão é: e na boca do monte, qual a repercussão objetiva de uma eventual mudança no jeito de o eleitor escolher os candidatos? E como ficam os nossos atuais edis? E os que pretendem ser?

 

Por partes: dos atuais vereadores, os grandes perdedores serão, obviamente, os que trocaram de partido. Mesmo que venham a ingressar neutro (se a reforma permitir), dificilmente terão prioridade nas listas a serem formadas. E, pior, com o caráter misto da relação, só vai adiantar mesmo é estar em primeiro ou, dependendo da sigla, em segundo lugar. O restante terá que torcer muuuuito para ser eleito.

 

Ao longo do processo, se houver a aprovação, poderá ficar mais claro o cenário. No entanto, é possível afirmar, sem qualquer temor, que aprovada a votação em lista, Ovídio Mayer, Anita Costa Beber, Júlio Brenner e Isaias Romero são os grandes perdedores. E, no caso de Brenner especificamente, se consolidará a idéia de não concorrer à reeleição.

 

Mantendo-se onde estão, Anita, Brenner e Ovídio serão os primeiros da lista. Mas, quem garante que, respectivamente, PR, PSB e PTB conquistarão o quociente eleitoral, que deverá ficar próximo dos 7 mil votos, pouco mais ou menos? Hein? Será que haverá 7 mil eleitores em cada partido (o primeiro voto, lembre, é na sigla, não no nome)?

 

O mesmo sucederá com Romero, com o agravante, se for para o PMDB (como é dado como certo), de ser apenas o oitavo da lista (atrás dos quatro atuais vereadores e dos três primeiros suplentes). Salvo melhor juízo, os quatro trânsfugas, em caso de aprovação da lista, entraram mesmo é, no popular, “numa roubada”.

 

Em contrapartida, quem vence, com a mudança no sistema de votação? Um vitorioso é mais que óbvio: o PP. Ele mesmo, que elegeu três parlamentares (cinco, com o PSDB) e que foi a maior vítima das fugas. Hoje, porém, ri por último. Afinal, na composição da lista, terão preferência o atual vereador, Sérgio Cechin, e os três primeiros suplentes, Paulo Denardin, Sandra Rebelatto e Marion Mortari. Esses estão bem na foto, mesmo na lista flexível. No mínimo dois deles, a manter-se a votação passada, estarão dentro da Câmara em 2009.

 

É verdade que poucos têm informações seguras acerca do jeito como a coisa vai se comportar, em termos de reforma. Mas é mais que óbvio que, nesta semana (e também depois, quando o tema for para o senado), olhos e ouvidos estão plantados em Brasília. E o drama (lhão) de Renan Calheiros é o que menos importa, por certo.

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