Dengue e solidariedade. Médicos gaúchos viajam ao Rio de Janeiro. E não é para ir à praia
O Rio de Janeiro é lindo. Mas sua beleza é o que menos conta neste momento em que, pela falência das ações do Estado (incluídos os três níveis, a começar pela prefeitura), só é notícia hoje em função da dengue. Que, sim, está matando.
Por conta disso, instala-se uma rede de solidariedade. E médicos gaúchos estão se somando a ela, para ajudar os cariocas. Saiba mais, no material produzido neste domingo, antes da partida dos profissionais, pela assessoria de imprensa do Palácio Piratini. A seguir:
Estado envia primeiro grupo de médicos ao Rio para força-tarefa contra a dengue
O primeiro grupo de 20 médicos gaúchos que integram a frente de combate à dengue segue para o Rio de Janeiro às 20h35min deste domingo (6). Eles pertencem a hospitais públicos e particulares do Rio Grande do Sul. Antes do embarque, vão se reunir com o secretário estadual da Saúde, Osmar Terra, e a superintendente do Grupo Hospitalar Conceição, Jussara Cony, no Aeroporto Salgado Filho, às 19h30min, para a despedida oficial.
A primeira equipe de médicos enviada pelo Rio Grande do Sul ficará no Rio de Janeiro 15 dias. A idéia é manter um revezamento de profissionais até que a situação se estabilize. Existe a possibilidade de o número ser ampliado, informa Terra. O grupo se juntará às equipes de saúde locais, que vão coordenar o trabalho. As despesas de hospedagem e alimentação serão pagas pelo governo do Rio. Como remuneração, os médicos vão receber R$ 500,00 por plantão de 12 horas. As passagens aéreas estão sendo fornecidas pela TAM.
Depois de serem orientados brevemente sobre o protocolo local, nesta segunda-feira (7), os médicos gaúchos já começarão a prestar assistência a crianças nas Unidades de Pronto Atendimento (Upas) montadas no bairro da Penha, onde há maior incidência de dengue. Se o Rio Grande do Sul pode dispor do maior grupo de médicos nessa força-tarefa nacional, é porque não tem a doença. E isso graças ao trabalho das equipes de vigilância em saúde, que vêm trabalhando intensamente, desde o ano passado, na prevenção, afirma Terra.
Entre os integrantes da equipe gaúcha, está o pediatra José Roberto Saraiva, que foi coordenador do programa Viva Criança, da Secretaria da Saúde. Ele é um dos responsáveis, segundo Terra, pelo fato de o Rio Grande do Sul ter hoje um dos mais baixos índices de mortalidade infantil do Brasil, desde 2004.
Entusiasmado com o pronto atendimento dos profissionais gaúchos ao apelo do governo do Estado para que integrassem a força-tarefa nacional, o secretário diz que eles terão uma enorme responsabilidade pela frente. Ao mesmo tempo, afirma Terra, ganharão em experiência em saúde pública ao vivenciarem uma situação de catástrofe. A ação desses médicos será positiva para o Rio Grande do Sul, para o Rio de Janeiro e, principalmente, para as crianças que serão salvas, enfatiza o secretário.
SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui, se desejar, outras informações oriundas da assessoria de imprensa do Palácio Piratini.





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