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AH, A ESQUERDA… Novo grupo no PSOL. Entre as lutas, combate ao PT e sua ‘adesão à ordem burguesa’

Cerca de 160 militantes participaram da criação do grupo que, no PSOL, unifica três outros
Cerca de 160 militantes participaram da criação do grupo que, no PSOL, unifica três outros

Não deixa de ser curioso – pensa o escasso bestunto do editor. Afinal, o grande alvo do novo agrupamento surgido no interior do PSOL tem como uma de suas tarefas o combate aos petistas, a quem os integrantes acusam de ter “aderido à ordem burguesa”. No entanto, internamente, reproduz o que ocorre dentro do PT, isto é, a formalização de correntes internas que, não necessariamente, concordam entre si.

Bueno, mas isso é só o que imagina, quem sabe, o editor. O fato é que surgiu um novo grupo no psolismo, como conta material enviado pelo militante e jornalista Mathias Rodrigues. Acompanhe:

Nasce uma nova organização da esquerda socialista

A reconstrução da esquerda socialista no Brasil ganhou, neste final de semana, um importante capítulo. Ainda sob o calor das recentes mobilizações que varreram o país, cerca de cento e sessenta delegados participaram, neste domingo, 7 de julho, em São Paulo, da Conferência que aprovou a unificação entre o Coletivo Socialismo e Liberdade (CSOL), o Enlace e o Coletivo Luta Vermelha (CLV), criando uma nova organização política na esquerda revolucionária brasileira, organizada dentro do Partido Socialismo e Liberdade. Também participaram do encontro representantes do Coletivo Opção Socialista de Santa Maria-RS (COS) e do Brasil e Desenvolvimento (B&D), que abriram um processo de discussão com a nova organização, e fundadores dos núcleos originais, na década de 1970, das organizações Democracia Socialista e Convergência Socialista.

O processo de fusão das três correntes que se reivindicam do marxismo, do internacionalismo e integram o PSOL deve ser concluído em um encontro nacional nos dias 5 e 6 de outubro, ocasião em que também será definido o nome da nova organização política. Com a iniciativa, Enlace, CSOL e CLV pretendem construir, junto a outros agrupamentos que se somem ao processo, “uma organização marxista revolucionária, democrática, feminista, ecologista, antiracista e libertária que esteja à altura de nossos sonhos”, conforme aponta a resolução política aprovada.

O novo coletivo já conta com militantes em vinte estados e no Distrito Federal. Mas a proposta de unificação vai muito além de uma soma numérica: ela aponta para a reversão da tendência à fragmentação da esquerda socialista brasileira, sobretudo após a adesão do Partido dos Trabalhadores à ordem burguesa. A nova organização aposta na construção do PSOL como um partido de oposição de esquerda, um instrumento que contribua para organizar a juventude e a classe trabalhadora e seu processo de avanço de consciência, um instrumento a serviço das lutas sociais e mobilizações políticas.

Durante a reunião, foram aprovadas uma Carta de Princípios e uma Resolução sobre a Situação Política e eleita uma Coordenação Nacional Provisória da nova organização, que serão divulgadas nos próximos dias. Foi também lançada a revista À esquerda, primeiro produto da síntese política acumulada pelos três coletivos ao longo dos últimos meses.”

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8 Comentários

  1. Exatamente, Alidio. O texto mostra bem isso: “Mas a proposta de unificação vai muito além de uma soma numérica: ela aponta para a reversão da tendência à fragmentação da esquerda socialista brasileira, sobretudo após a adesão do Partido dos Trabalhadores à ordem burguesa.” Isso não significa ter como ação fundamental a luta contra o PT, para mim parece claro.

  2. O que esse cara com camisa do Fluminense faz nessa assembléia. O clube é conhecido como o pó de arroz,ou seja, representa a elite carioca.

  3. Em nenhum momento foi colocado o “combate ao PT” como eixo de luta da nova organização.Ir no mesmo caminho do PT é optar pela fragmentação das correntes, o que aconteceu foi exatamente o contrario, uma fusão.

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