“…Certa vez, uma dessas instituições esnobes “de sociedade” promoveu um jantar para arrecadar fundos para alguma coisa (o que, não importa, pois o que certamente interessava era a oportunidade para as senhoras de boa família tirarem do armário o então badalado casaco “Pólo Norte”). Ao tio Ivo, claro, coube uma determinada quota de convites a serem vendidos, com os quais ele deveria “entupir” se não conseguisse passar adiante.
Não sei se ele tentou vender algum e não conseguiu ou se já estava com o plano elaborado, mas o fato é que ele pagou todos os convites do bolso; depois, mandou entregá-los na zona da cidade, um para cada menina, com ares de convidadas especiais.
No dia do evento, entre a dita “gente de bem” começaram a chegar as moças, muitas delas apreciadas e frequentadas por alguns dos presentes. Um escândalo, um ultraje, uma profanação, da qual ninguém entendia a origem. O espanto era tanto que uma das boas senhoras, arrasada, chegou até minha tia e disse “que horror, Iva, todas essas putas aqui no jantar!”. A tia Iva, uísque na mão e talvez consciente de quem era o autor da proeza, devolveu ironizando os hábitos da boa sociedade: “Olha, Fulana, aqui uma puta a mais ou a menos não vai fazer muita diferença…”
CLIQUE AQUI para ler a íntegra do artigo “Senhor e senhora Cordoni”, de Luciano Ribas, colaborador habitual deste sítio. Ele foi postado há instantes, na seção “Artigos”. Boa leitura!





Li o texto e fiquei com os olhos marejados. Não conheci o Seu Ivo e a Dona Iva, mas lembrei das pessoas especiais com que tive o prazer de conviver e aprender tanta coisa e que partiram deixando tanta saudade. Pessoas com valores, fortes, verdadeiros exemplos de vida, e das quais sempre falarei para minha sobrinha e para o(s) filho (s) que terei e que, por estarem tão vivas na memória, nunca morrerão.
Texto emocionante, adorei!
Olha aí Beto cassol essa dava uma história curta!HEHEHE