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NOVO REITOR. Dedicação Exclusiva é o que manda a lei, concordemos com ela ou não, diz Paulo Burmann

Burmann: “transparência não pode ser só na gestão financeira, mas também na política”
Burmann: “transparência não pode ser só na gestão financeira, mas também na política”

O jornal da Seção Sindical dos Docentes da UFSM está publicando uma ampla entrevista com o futuro reitor, Paulo Burmann. Ele não refuga perguntas, inclusive a que trata da “dedicação exclusiva”. Ou, também, sobre a empresa gestora dos hospitais universitários, rejeitada pelas entidades dos trabalhadores mas, aparentemente, inevitável.

Como o espaço impresso é limitado, a Sedufsm publicou a versão integral em seu sítio na internet. Creia, vale a pena conferir o material assinado por Fritz R. Nunes, com foto de Bruna Homrich. Muitas dúvidas são tiradas e, quem sabe, outras podem surgir. Acompanhe:

Burmann fala sobre sua política de gestão

P – Um dos aspectos que salta aos olhos em relação ao desgaste de outras gestões da UFSM é a dificuldade de diálogo com os segmentos, com as entidades representativas. Que estratégia o senhor pensa em relação a consolidar um diálogo permanente na instituição?

R – A estratégia é a do diálogo. Não há uma estratégia definida nesse sentido, mas só o fato de nós termos manifestado isso ao longo desse período eleitoral, como resultado de uma postura, de uma conduta política, pessoal, acadêmica, de se estabelecer o diálogo, de dar oportunidade às diferentes manifestações… acho que isso já representa uma linha que devemos adotar nessa gestão.

Mas nós entendemos que as entidades representativas… até porque fiz e ainda faço parte, como sindicalizado, desta entidade representativa dos docentes e mantemos uma relação muito cordial e politicamente adequada com Assufsm e Dce… sinalizam obviamente uma facilidade para se estabelecer uma relação aberta com as entidades, por compreender que as entidades apesar de ter as suas demandas, que são corporativas, também têm uma leitura bastante importante e abrangente sobre o papel social e político da universidade. A relação vai se dar muito dessa forma, de abertura. Essa é uma prática nossa. Acho que o docente ou o profissional da educação que não está disposto ao diálogo tem muita dificuldade inclusive de transitar entre seus estudantes, na sua sala de aula, no laboratório, na pesquisa, na extensão. Não podemos transigir sobre a possibilidade de se estabelecer uma gestão fechada. É um processo natural, faz parte da nossa formação e trajetória acadêmica dentro da universidade.

P – O senhor falou durante a campanha em relação ao diálogo e também à negociação sobre projetos, que isso não deve ter como espaço único os conselhos superiores da UFSM. De que forma se pode debater questões importantes com a comunidade universitária para além das instâncias máximas de decisão?

R – Nós estamos discutindo, obviamente que no campo político, um conselho político. Mas em hipótese alguma um conselho político que faça qualquer tipo de sombreamento aos conselhos institucionais. E propusemos durante a nossa campanha – faz parte do nosso programa – a criação de um fórum regional para a área da extensão, que seria a forma mais direta de atuação da universidade junto à comunidade. Então são duas situações que sinalizam muito fortemente o que esta gestão fará no sentido de dar um passo à frente em direção à comunidade. No sentido da integração, não da intervenção. No sentido da troca, de se estabelecer um processo de troca com a comunidade.

P – Comunidade de Santa Maria?

R – Regional.

P – E esse conselho já tem uma ideia esboçada?

R – Está sendo discutido ainda o formato, de forma que seja algo viável, não uma fantasia.

P – Com representações dos segmentos…?

R – Também.

P – Também de fora da universidade?

R – É um conselho político interno…”

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