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ALERTA! Fracasso das “marchas” não quer dizer que inexiste a aceitação ao ódio fascista, diz Atílio Alencar

“…Uma vez, em Curitiba, vi um jovem skinhead desfilando orgulhoso seus coturnos pela noite da cidade. Procurava briga, era visível. Tinha a pele da cor da minha – sou pardo – e ostentava uma suástica tatuada na altura do bíceps. Naquele momento, tenho certeza que fui mais cristão que um fascista poderia esperar de alguém como eu: senti compaixão ao imaginar aquele guri tentando ingressar nas fileiras do exército nazi. Seria trucidado, o pequeno imbecil.

Aliás, a simples associação das tais marchas pelo direito ao ódio (porque era esse, enfim, o mote essencial dessas marchas) com uma entidade transcendental que, em tese, encarna a bondade e a generosidade, é um contrassenso gritante. O Cristo que nas páginas bíblicas impediu o apedrejamento de uma prostituta, propagou uma religião de minorias, repartiu o pão,  vagou com marginais e desafiou o poderio imperial por seu direito de livre manifestação não se reconheceria nas bandeiras dessa gente. E provavelmente, também não ficaria dependurado numa cruz por elas....”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra de “Em nome do ódio”, de Atílio Alencar. Graduado em História pela Universidade Federal de Santa Maria, atualmente trabalha com gerenciamento de mídias sociais e colabora com veículos de comunicação livre. Suas opiniões e críticas exclusivas estão disponíveis neste sítio todas as quartas-feiras

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