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ANÁLISE. Organização do futebol brasileiro mudará só quando a seleção não se classificar para uma Copa

Dunga (entre os dirigentes da CBF e com seus colegas de seleção) não vai resolver nada
Dunga (entre os dirigentes da CBF e com seus colegas de seleção) não vai resolver nada

A opinião deste editor foi exposta no programa “Sala de Debate”, na Rádio Antena 1, tão logo terminou a Copa do Mundo do Brasil. Coisa de duas semanas atrás. E não mudou. Ao contrário, se amplificou. Diante das figuras que comandam o futebol, tanto nas federações, inclusive a gaúcha, e na CBF, quanto na própria mídia (que compra o produto), e das escolhas feitas, obviamente ninguém está interessado em remover as carcomidas estruturas do esporte mais querido dos brasileiros.

Vai daí que não será um fiasquinho de 1 a 7 o condutor de qualquer reformulação. Assim, só tem um jeito de algo acontecer, de fato: a desclassificação do Brasil de uma eliminatória para a Copa do Mundo. Não, não, o editor não está torcendo por isso. Apenas constatando. E nem é tão difícil assim, convenhamos, dado o crescimento das equipes sul-americanas e de serem apenas cinco vagas disponíveis.

Bueno, dada a opinião do editor, vamos conferir outras. O jornal GGN (em reprodução do portal de Luis Nassif) ouviu um ex-dirigente de clube, um coautor da Lei Pelé e até um consultor do falecido “Clube dos 13”. Eles têm lá a sua análise e vale a pena conferir a reportagem assinada por Patrícia Faermann. A foto é de Rafael Ribeiro (Divulgação). A seguir:

O que é preciso mudar no futebol brasileiro

O novo técnico da seleção brasileira, Dunga, assume o cargo oficialmente nesta terça (22). Ele carrega, agora, a materialização da responsabilidade por reverter aquele placar de 7×1, que o país levou da Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo. Mas, para reverter os pontos, um simples técnico não tem alcance. Como mudar o futebol brasileiro? Por onde começar? O problema está na base, na legislação, nos clubes, na confederação?

Conversamos com três especialistas para responder a essas perguntas. Cada um, representantes das três esferas do futebol – o mercado, os clubes e os jogadores –, apontou uma direção. Todos, que contabilizam notáveis cargos de experiência na área, não conseguiram chegar a um consenso. Desenharam a distância a que estamos para chutar esse gol…

O problema é da fiscalização

Roque Citadini, ex-dirigente do Corinthians e conselheiro do clube

Citadini é hoje presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e conselheiro vitalício do Sport Club Corinthians Paulista. A mudança no futebol, de acordo com ele, deve se concentrar primordialmente na fiscalização, atuando por uma lei de responsabilidade de gestão dos clubes, como também por agências públicas fiscalizadoras do futebol.

A partir dessas duas linhas, os clubes seriam pressionados a publicar balanços, auditar as contas e manter seus orçamentos equilibrados. “O clube que não tiver equilíbrio orçamentário não disputa campeonato”, defende Roque Citadini…

O problema é das leis

Pedro Trengrouse, consultor da ONU na Copa 2014 e ex-membro da Comissão Jurídica do Clube dos 13

Trengrouse é coordenador de projetos e cursos da área na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e orientou a criação do departamento de responsabilidade social da Fifa, por meio da sua dissertação de mestrado, Corporate Social Responsibility of Sports Organizations. Para ele, o problema está na regulamentação.

“A Lei Pelé não trouxe nenhum avanço significativo, foi apenas mais um remendo nessa legislação que nasce na ditadura do Estado Novo”, afirma. Ele discorda que o fim do “passe” ocorreu com a lei brasileira, uma vez que terminou a partir de uma ação judicial na Europa, conhecida como caso Bosman, em 1996, “que finalmente reconheceu que os atletas não eram mercadorias”…

O problema é da gestão e execução das leis

Heraldo Panhoca, coautor da Lei Pelé e militante de causas desportivas

“O problema do futebol do Brasil é que não existe gestão com responsabilidade”, defende um dos autores da Lei Pelé original, Heraldo Panhoca.

Para ele, não são necessárias mais normas ou legislações. “Eu entendo que, hoje, desporto brasileiro tem lei até demais”, afirma, explicando que o problema está na execução e gestão. E critica: “você tem 99% da população de técnicos de futebol que nunca leu as regras e também juristas que nunca leram a lei”.

Itens como a indenização para os clubes pela ausência do atleta em campeonatos internacionais já foram assegurados pela Lei Pelé, em 1998. Entretanto, “nunca a Confederação de Futebol indenizou o clube ou sequer reabilitou o jogador (machucado). O …”

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2 Comentários

  1. Não só a organização do futebol, mas também acredito que o país encararia o futebol de uma forma diferente. Se fôssemos tão apaixonados com outros assuntos, como impostos ou política do jeito que discutimos e sofremos com o futebol, o país seria diferente.

  2. Dois clubes terminaram 2013 no azul: São Paulo e Corinthians. A lei Pelé exige de um clube que ele publique suas demonstrações financeiras, tenha conselho indenpendente e auditoria para receber financiamento público e/ou programa de recuperação financeira. Por aí vai.
    Não vai ser com legislação a solução do problema. O Barcelona quando levou o Messi não contratou o jogador. Contratou o pai dele para trabalhar no clube. O filho foi junto.
    E o resto é briga política. A corrente contrária a que assumiu o controle da CBF era capitaneada por um provável candidato a deputado federal pelo PT de São Paulo. A mídia acha que a opinião dos seus "espertos" tem que ser considerada.

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