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SIMON. Teriam dito a ele: “se não concorrer, vamos enviar teu nome ao Tribunal e você diga que não quer”

Se há algo que nunca faltou a Simon foi a eloquência. Agora, diz-se obrigado a concorrer
Se há algo que nunca faltou a Simon foi a eloquência. Agora, diz-se obrigado a concorrer

É difícil, mas o histórico de Pedro Simon autoriza a acreditar nele. Segundo o de novo candidato ao Senado, sua reentrada no jogo se deu por imposição do PMDB: “quando disse que não ia, eles disseram: nós não temos outra saída, vamos enviar o teu nome ao Tribunal e tu vais dizer ao Tribunal que não quer”. A declaração do veterano senador foi feita ao jornal eletrônico Sul21, que publica alentado material com as considerações de Simon.

A circunstância é de todos conhecida: o senador de 84 anos, há 50 anos filiado ao MDB e depois ao sucedâneo, PMDB, que liderou por incontáveis anos, assumiu o lugar originalmente ocupado por Beto Albuquerque, do PSB, quando este virou candidato a vice-presidente da República, após a morte de Eduardo Campos e sua substituição por Marina Silva.

Aliás, sobre Marina e várias outras questões, Simon falou à exaustão. E, creia, inclusive por ser um registro histórico, vale conferir a reportagem assinada por Ana Ávila (com a colaboração de Lorena Paim), com foto de Reprodução. A seguir, um trecho:

“…Sul21- Há um ano o senhor disse que iria se aposentar, depois falou em outros nomes fortes dentro do PMDB para concorrer ao Senado. Essa indecisão inicial, com todas as mudanças após a morte de Eduardo Campos, pode se refletir na busca de votos? O PMDB vai se fechar novamente em torno do seu nome?

Pedro Simon O partido sabia e eu esclareci que eu não pretendia mais ser candidato. Era a coisa mais natural, até por uma coincidência tática: eu faço 85 anos no dia em que termina o meu mandato, 31 de janeiro. Eu só não insisti na desistência porque Sartori (José Ivo) me pediu que eu não aprofundasse esta questão, porque iam começar a aparecer os candidatos e criaria uma confusão para as alianças que eles queriam fazer, e essa aliança era muito delicada. Eu não tenho participado do comando partidário, tenho ficado à margem por tanto tempo que deixei que as pessoas conduzissem. E para presidente havia várias opções, tinha a presidente, o Aécio, a Marina. Eles pediram que eu não abrisse este debate antes do tempo. E foi o que aconteceu. Quando veio o debate, eu disse que não era candidato. Aí houve discussões e, na verdade, se chegou a um grande entendimento, que foi essa aliança por unanimidade, no sentido de que o nosso candidato a senador fosse o Beto (Albuquerque), o qual fortaleceria a nossa aliança. Beto é uma pessoa que tinha a soma muito grande, fruto do seu mandato. E para vice, Cairoli.

Estávamos em campanha. Marina e Eduardo Campos estiveram aqui, foram recebidos por nós, houve uma integração muito grande. E veio o desastre, a tristeza da morte do Eduardo. A gente começou a se reunir. Imediatamente após a morte do Eduardo, eu dei meu pensamento de que o caminho natural era a Marina ocupar o lugar dele. Ao mesmo tempo, essa foi a manifestação da viúva e do irmão dele. E nós consolidamos a Marina. O Beto saiu de candidato a vice. Achamos que ele tinha todas as qualidades. Mas achava estranho que enquanto uma chapa tinha uma mineira, a Dilma, e um vice de SP, a outra tinha um governador de Minas e um vice de SP. As duas chapas eram Minas e São Paulo e a nossa ficaria Acre e Rio Grande do Sul. Se analisássemos, somente SP tem mais de 40% do eleitorado, é muito interessante que ninguém levou isso em consideração…”

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3 Comentários

  1. Meu falecido sogro chamava o "Turco" de Encima do Muro. Depois que o Brizola morreu, ele vem falar que o Brizola errou???? Este boquirroto deve falar a verdade. E a verdade é que ele traiu o Tio Briza.

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