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Acredite quem quiser. Culpa de não ter havido a reforma política é das minorias, diz Ibsen

O deputado federal gaúcho Ibsen Pinheiro, do PMDB, é um bom parlamentar. Tem visão de futuro, e um passado dos melhores. Enfim, gosto dele, para deixar bem claro. Agora, isso não quer dizer que concorde com tudo o que ele faz ou fala.

 

Neste momento, por exemplo, apenas a amargura por não ver ir adiante a (boa) proposta política que relatou, explica as manifestações feitas em reportagem publicada na versão online da Folha de São Paulo. Ora, cá entre nós, como pode ser debitado às minorias congressuais o atravancamento da reforma? De jeito nenhum. Se os maiores quisessem, passaria tudo.

 

Esse é o ponto. Ao contrário do que diz o deputado, foram as maiorias – leia-se, por exemplo, PT, PSDB e PMDB – que deixaram pra lá a idéia de reformar, ainda que minimamente, a legislação eleitoral. Em todo caso, a opinião de Ibsen deve ser respeitada. Acompanhe o texto da FSP, com foto de Fabio Rodrigues Pozzebom, do arquivo da Agência Brasil. A seguir:

 

“Relator culpa minorias por naufrágio da reforma política

Relator do texto que previa a instituição do financiamento público de campanha e do voto em lista, o deputado federal Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) afirma que o naufrágio da reforma política foi resultado da articulação de “minorias que se apropriaram do processo de decisão” no Congresso.

“O atual modelo de representação, instituído em 1946, está falido”, diz Ibsen. “O sintoma é que as minorias se apropriaram do processo decisório e o produto final é a ineficácia do Legislativo”, afirma ele.

Resistentes à mudança, três legendas governistas – PP, PR e PTB – e setores de outros partidos da base do presidente Lula ameaçaram obstruir as votações na Câmara dos Deputados, se a proposta de reforma política fosse votada em regime de urgência no mês passado. Com a manobra, tornaram-se incertas as chances de votação da reforma ainda neste ano.

“A reforma não foi a voto no plenário porque passava. A resistência desses partidos se expressou num breque à tramitação, não foi uma organização para derrotar a proposta, mas uma organização para não deixar votar porque havia 350 a favor. E isso se consumou quando os dois partidos que eram os pilares da reforma, o PT e o PMDB, negaram fogo”, diz…”

 

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