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EVENTO. Deputados querem revogar o Estatuto do Desarmamento e fazem debate. Aí, militantes LGBT…

“Pelo menos as minorias não estão na Lava-Jato”, uma referência a Heinze, investigado pela Operação, estava num dos cartazes mostrados pelos manifestantes, que roubaram a cena no evento
“Pelo menos as minorias não estão na Lava-Jato”, referência a Heinze, investigado pela Operação, estava num dos cartazes mostrados pelos manifestantes, que roubaram a cena 

Simplificadamente: a Frente Parlamentar da Segurança Pública para os estados do Sul do País realizou na tarde desta segunda uma audiência a que compareceram apenas parlamentares a favor da revogação do Estatuto do Desarmamento. Tudo ia muito bem, com discursos candentes em favor do armamento da população e, até, por alguns, a defesa do afastamento da Presidente da República quando…

Bem, a história está bem contada por vários portais, inclusive pelo jornal eletrônico Sul21, como você pode conferir a seguir. A reportagem é de Débora Fogliatto, com foto de Reprodução. Ah, e lá embaixo ainda tem um vídeo. Acompanhe:

Militantes LGBT fazem protesto e ‘beijaço’ em evento com Heinze e filho de Bolsonaro

Em defesa da revogação do Estatuto do Desarmamento, deputados estaduais e federais da chamada Bancada da Bala se reúnem na tarde desta segunda-feira (10) no auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O evento, promovido pela Frente Parlamentar de Segurança Pública para os Estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, contou com a presença principalmente de políticos do DEM e do PP, entre eles os gaúchos Luiz Carlos Heinze (PP) e o presidente da Frente, Onyx Lorenzoni (DEM).

Na ocasião, um grupo de cerca de 20 militantes pelos direitos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) interrompeu o seminário para expor suas pautas. Um ano e meio atrás, o deputado Heinze fez declarações preconceituosas contra homossexualidade, além de quilombolas e índios. Em vídeo amplamente divulgado na internet, ele afirma: “(…) É ali que estão aninhados quilombolas, índios, gays, lésbicas, tudo que não presta, e eles têm a direção e o comando do governo”. Mesmo após a polêmica, Heinze foi reeleito como deputado federal mais votado no Estado nas eleições de 2014, recebendo mais de 160 mil votos.

Para mostrar que não esqueceram o episódio e repudiam as palavras de Heinze, os integrantes do grupo decidiram fazer o protesto, comandado principalmente pela União Nacional dos Estudantes (UNE), com os coletivos Juntos e UJS. “Eles estão discutindo o Estatuto do Desarmamento com um deputado que fez um discurso de ódio. O que nos preocupa é que tentem flexibilizar leis para que a sociedade civil tenha acesso a armas num período em que vemos nitidamente que a sociedade tem lidado de forma odiosa com as diferenças, políticas e ideológicas”, apontou o militante Lucas Maróstica.

Ele destacou que esse deputado em questão tem, declaradamente, objeção a determinadas orientações sexuais e identidades de gênero. Na ocasião,  o filho de Jair Bolsonaro (PP), Eduardo Bolsonaro (PSC) também estava presente na Assembleia. Seu pai é conhecido por posições machistas — como quando disse à deputada Maria do Rosário (PT) que não a estupraria “porque ela não merece” –, além de homofóbicas e lesbofóbicas. Em algumas das polêmicas em que se envolveu, já insinuou que a presidente Dilma Rousseff é lésbica e criticou a indicação de Eleonora Menicucci para ministra das Mulheres, por ela ter orgulho da filha lésbica. Em 2011, ele ainda disse que o PSOL era um partido de “pirocas” e que “ninguém gosta de homossexual, a gente suporta…”

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Um Comentário

  1. Em 2013 entregaram 1,6 milhão de assinaturas no Congresso pedindo o afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado. Como pode-se ver, deu resultado.

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