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HISTÓRIA. Um dos pioneiros do ensino superior de Santa Maria: Ervino Weigert, farmacêutico completo

Um trabalho pra lá de legal é desenvolvido pela assessoria de comunicação da Associação dos Professores Universitários de Santa Maria (APUSM). Tem procurado resgatar, e publicar no seu informativo, material histórico acerca dos pioneiros do ensino superior na boca do monte. Este sítio já reproduziu alguns e tem o orgulho de ajudar a expandir essa ideia de resgate de pessoas que, afinal, fizeram (e fazem) a diferença na nossa Educação. Confira o mais recente.

Weigert apresenta o Laboratório da Faculdade de Farmácia da UFSM para o reitor Mariano
Weigert apresenta o Laboratório da Faculdade de Farmácia da UFSM para o reitor Mariano

Por RICARDO RITZEL, com fotos do arquivo da família Weigert

Ervino Weigert: o farmacêutico completo

A série “Estes pioneiros e suas histórias” foi idealizada e é produzida, desde julho de 2013, pelo Jornal da APUSM com objetivo maior de resgatar nomes e histórias dos primeiros tempos da Universidade Federal de Santa Maria, marco de um novo ciclo de desenvolvimento do interior do Rio Grande do Sul, o “Ciclo da Educação”.

Porém, nesta edição, vamos mais longe nesta linha do tempo. Fomos buscar um pouco da história de um professor da antiga Faculdade de Farmácia de Santa Maria, ou seja, um desbravador do Ensino Superior no interior brasileiro. Ainda mais, quando se comemora os  100 anos de nascimento do farmacêutico Ervino Weigert.

Weigert, que nasceu em Santa Maria em dezembro de 1915, foi antes de tudo um farmacêutico completo na verdadeira acepção do termo. Começou como lavador de vidro em uma drogaria da cidade, mais tarde farmacêutico prático e, depois, farmacêutico provisionado. E tudo isto antes de seu curso superior, concluído, em 1940, na então Faculdade de Farmácia de Santa Maria.

Já graduado, passou a exercer a profissão no interior do Estado, montando sua própria farmácia em Aratiba, depois no Município de Agudo, e logo a seguir em Restinga Seca.

Na terra de Iberê Camargo, Ervino estabeleceu uma parceria com os médicos da localidade, primeiro Cecil Agne, depois Paulo Lauda, que iriam abrir as portas para mais uma etapa de sua vida profissional, a de pesquisador.

O filho de Ervino, Flávio Weigert, lembra que os três eram estudiosos ao extremo, obcecados pelo conhecimento e dividiam o que sabiam no tratamento de enfermos em uma pequena, isolada e quase sem recursos localidade do interior gaúcho dos anos 40 do século passado.

“Isto despertou o lado de pesquisador do pai. E a fagulha foi acesa quando o Lauda o apresentou uma resina para que estudasse. Era um recurso caseiro usado com certo sucesso por um paciente da região no tratamento da infecção por berne. A curiosidade científica dos dois foi aguçada, a pesquisa foi feita, identificados os princípios ativos e o estudo publicado.”, relembrou Flávio. Surgia, então, um pesquisador.

O pesquisador e professor no seu habitat: a sala de aula. Sim, ele tinha muito o que ensinar
O pesquisador e professor no seu habitat: a sala de aula. Sim, ele tinha muito o que ensinar

A carreira universitária

Fato que iria modificar sua vida e direcioná-lo para concretizar o que estava latente foi a incorporação da Faculdade de Farmácia de Santa Maria a Universidade do Rio Grande do Sul. Havia, na época, uma necessidade de complementar o corpo docente da instituição.

Assim, em 1953, foi nomeado Instrutor de Ensino Superior. E a partir dessa nomeação começou a participar da vida acadêmica de forma intensa, viajando para congressos e seminários por todo território nacional.

Em 1956, prestou Exame de Suficiência na Cadeira de Farmacognosia, passando a integrar bancas examinadoras. Em 1960, realizou concurso de Livre Docente nessa mesma cadeira, recebendo os títulos de Doutor e de Livre Docente. Posteriormente, nesse mesmo ano, foi promovido e nomeado Assistente.

Buscando o saber…

O período de 1961-62 trouxe novos planos para Ervino Weigert, pois lhe foi oferecido um estágio como assistente no Instituto de Farmacognosia, na Universidade do Sarre, Saarbrücken, Alemanha.  Curso desenvolvido no setor de análise de substâncias naturais, com emprego da Cromatografia de Camada. Nesse período, participou também de congressos internacionais, sempre acumulando conhecimentos que iria repassar aos seus alunos nos anos seguintes.

Depois, em 1964, retorna à Europa, desta vez para Universidade da Basileia, Suiça, para um estágio no campo da química de substâncias naturais. De lá, ele retornou diretamente para a Universidade de Sarre, a fim de atualizar ainda mais seus estudos em Cromatografia, agora voltados ao campo dos hormônios esteroides…”

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Um Comentário

  1. A vida de Ervino Weigert eu acompanhei desde Restinga Seca até seu trabalho na UFSM. Uma família que sempre valorizou seu trabalho e seu esforço para realizar suas pesquisas . Seu trabalho honrou nossa Universidade .Foi com muita emoção que li o registro do Ricardo que foi recolhido de seus filhos .

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