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Estudantes em luta! Contra quem? – por Carlos Costabeber

Em março completo 50 anos de vida acadêmica, como estudante, professor e hoje como mentor dos alunos da Agittec. Por isso, esse amor, essa verdadeira veneração que tenho pela UFSM. Sem falar no reconhecimento pelo legado do Dr. Mariano, que transformou Santa Maria numa cidade tão importante.

Só que agora sofri uma grande decepção, ao ver os prédios do Campus ocupados por pequenos grupos de estudantes. Foram 15 unidades, mas que causaram a paralisação de 43 cursos.

Como caminho regulamente naquela área, ficava chocado e incomodado com a situação. Até porque, os professores que precisavam acessar às suas salas e aos laboratórios, precisavam “pedir licença”, se identificar, e ser acompanhados por um “ocupante” até o seu destino. Uma desmoralização para os docentes.

Mas por que decidi abordar esse assunto ?

1º. As pessoas aqui fora, não tinham a mínima ideia do que estava ocorrendo. A própria imprensa não conseguia retratar o que foram aqueles 30 dias de ocupações; dias que desfiguraram a Universidade;

2º. Não conseguia entender porque a “grande maioria silenciosa” dos professores e estudantes aceitava aquele absurdo. Felizmente foi movida uma Ação Popular de parte de estudantes (dentre eles alguns dirigentes do DCE) e professores, que resultou num mandato de desocupação de parte do Ministério Público. Afinal, nas mídias sociais, era ampla a maioria dos alunos que queriam ter aulas; e

3º. “Estudantes em LUTA” é um dos cartazes espalhados pelos Campus, e que levam a perguntar: estudantes em LUTA contra quem ? Só pode ser contra a sociedade, que com o suor do seu trabalho, permite que tenham ensino de qualidade totalmente gratuito, alimentação quase de graça e moradia igualmente gratuita.

Fica aqui a minha indignação por essas ocupações indevidas, que infernizaram a vida de milhares de jovens que realmente tem interesse em estudar para uma vida melhor. Estou certo de que se voltarem no futuro a ocorrer, a sociedade irá reagir com mais presteza.

Por fim, parabenizo os professores e servidores da UFSM, que retomaram suas atividades.

Feliz Natal!

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3 Comentários

  1. O professor não tinha essa mesma “indignação” naqueles duros tempos da ditadura…

    Conforme sopram os ventos, a biruta gira… bom para os negócios?

  2. Claudemir, tudo bem que você gosta de dar voz a todos os lados, mas desta vez o seu convidado extrapolou todos os limites. Somos todos produtos de uma ideologia, tudo bem que a expressemos, mas ele é um cego retrógrado. Como pode ignorar as motivações dos movimentos sociais dessa forma? Se muitos professores, funcionários e alunos da UFSM não reagiram contra as ocupações, é
    porque eram a favor, embora não tenham participado ativamente. Os ocupantes saíram porque foram tratados como criminosos, enquanto os verdadeiros bandidos votavam no Senado o desmanche da nossa constituição. E os professores pararam a greve porque o governo golpista já reafirmou sua total indiferença aos desejos do povo, portanto qualquer tentativa pacífica de negociar é inútil. Quem não compreende isso está perdendo “o trem da história”, como se costuma dizer. O Sr. Costabeber já ficou na estação.

  3. LUTA é a palavra mais pitoresca que os vermelhinhos usam para justificar suas irracionalidades. Não tem evento que essa palavra de ordem seja substituída ou não usada. Mas na real passa uma boa representação do que realmente são: os “Dom Quixotes” da atualidade.

    O que mais impressiona é a total falta de racionalidade de 112 professores que corriam ao Sindicato para votarem a favor de uma greve que não tinha o menor sentido de acontecer pela absoluta certeza que não refletiria em nada. E nós, a sociedade, pagando a conta.

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