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REFLEXÃO. Então, você é corrupto, confessa e recebe liberdade como benesse. Sim, é a delação premiada!

Sérgio Machado, corrupto confesso, desviou dos cofres públicos mais de R$ 100 milhões para duas dezenas de políticos e sequer foi preso
Sérgio Machado, corrupto confesso, desviou dos cofres públicos mais de R$ 100 milhões para duas dezenas de políticos e sequer foi preso

No site especializado ESPAÇO VITAL, com foto de Reprodução

Depois das revelações quase diárias feitas pela operação Lava-Jato, não se pode questionar a eficácia do princípio da delação premiada como método legítimo de investigação, ainda que sejam respeitáveis alguns argumentos contrários usados por doutos criminalistas. A coerência do agir do Ministério Público, da Polícia Federal e da Justiça Federal do Paraná abalaram uma velha percepção de que, no Brasil, criminosos de colarinho branco ficavam sempre impunes.

Mas há espaço para uma rápida reflexão sobre o prêmio dado aos delatores.

Pega-se um exemplo vindo do currículo e da folha corrida do delator mais presente na mídia nas últimas semanas – Sérgio Machado, que foi ex-presidente da Transpetro ao longo de onze anos.

Corrupto confesso, ele desviou dos cofres públicos mais de R$ 100 milhões para duas dezenas de políticos de sete partidos, fora o que ele colocou dentro de suas próprias contas bancárias no Brasil e no Exterior.

Para se ter uma ideia da grandeza nababesca, Machado devolverá R$ 75 milhões e ainda assim continuará sendo um homem milionário.

Descoberto, Machado não chegou sequer a ser preso. Foi logo entregando o esquema aos procuradores e policiais da Lava-Jato. Se não tivesse delatado, poderia pegar 20 anos de cadeia. Mas, pelo acordo, Machado poderá ser condenado a, no máximo, três anos de prisão domiciliar.

No triênio ficará recolhido à sua mansão na Praia do Futuro, em Fortaleza, cercado de seguranças particulares, movimentando-se num terreno com 3.000 metros quadrados, desfrutando de piscina, quadra poliesportiva, academia, churrasqueira, garagem para dez carros e quatro empregados.

O imóvel e seus complementos já receberam, na ´rádio-corredor´ da OAB do Ceará o epíteto de “presídio de ouro”.

Aí Machado poderá receber a visita de advogados, de médicos e dentistas e de 27 amigos e familiares previamente relacionados. Será permitido a ele, também, deixar a residência em ocasiões especiais, como o Natal. Depois de dois anos e três meses, o diretor que contribuiu fortemente para a derrocada da Petrobras poderá sair da mansão para prestar serviços comunitários.

Coisas para magano nenhum apontar defeito.

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Um Comentário

  1. Carta Capital também atacou a colaboração/delação premiada. Só que existem problemas nesta petice toda. Sem a delação muita coisa não seria descoberta. Muita grana não passa pelo sistema, é caixa 2. Muito dinheiro de propina virou “doação legal” de campanha. Muito numerário público foi enviado para o exterior legalmente (afinal, eles faziam/fazem as leis) para “financiar” obras.
    Outra questão são as indenizações. Devem haver ações de improbidade, civeis, etc. cobrando indenizações. Correm em separado.
    Mais um detalhe, usando o sujeito da foto como exemplo, nem todo o dinheiro que ele tem foi obtido ilegalmente. Pode até perder a bufunfa depois, mas já foi senador, deputado, cargos com salários nada pequenos.
    Conclusão bem óbvia: partidinho aqueles está até o pescoço na corrupção e através de seus asseclas tenta desqualificar a maneira como foram pegos. Tudo isto usando “altos princípios morais e de justiça”. Para variar, só dando risada.

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