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ESTADO. Policiais civis gaúchos anunciam paralisação, Marcha e operação padrão contra o ‘Pacote de Sartori’

Reunido para debater a situação, Conselho da UGEIRM decide “radicalizar”: vêm aí uma série de ações dos policiais civis (foto Divulgação)

Na avaliação do Conselho de Representantes da UGEIRM, o sindicato que representa os policiais civis gaucho, em reunião anteontem, “essa é a hora de radicalizar as ações, com inteligência”. Diz o material do sindicato é que é preciso “atingir o governo e os deputados nos seus pontos mais sensíveis”.

E o que seria isso? No cso do governo, “limitando a ação da Polícia, através do boicote às operações e a realização da Operação Padrão”. Já em relação aos deputados, pressioná-los “onde eles mais sentem e onde se elegem, que é nas suas bases eleitorais”.

Mas, enfim, que tipo de ação será feita mesmo pelos policiais, conforme a deliberação do Conselho da UGEIRM? Confira no material disponível na página do sindicato na internet. Quem o assina é Marcelo Souza. Acompanhe:

Conselho decide por paralisação, Marcha e Operação Padrão contra o Pacote

O Conselho de Representantes da UGEIRM se reuniu, na tarde desta terça-feira (03), para preparar a mobilização dos policiais contra o Pacote do Sartori e o parcelamento dos salários. Na convocação extraordinária, que acontecerá provavelmente no dia 24 de janeiro, serão votadas as PECs que legalizam o parcelamento dos salários e do 13º, a privatização das estatais e o ataque aos sindicatos.

Na reunião, a avaliação unânime foi de que é necessário radicalizar as ações que já vêm sendo encaminhadas pela UGEIRM.

Veja, abaixo, as principais deliberações da reunião:

  1. Não participação de qualquer operação policial;
  2. Intensificar, ao máximo, a Operação Padrão da Polícia Civil.
  3. Entrega das viaturas e telefones funcionais, acompanhadas de ofício informando da realização da Operação Padrão. Neste ofício constará que os agentes não participarão das seguintes atividades:
    – Operações Policiais;
    – Registros de ocorrências policiais (exceto fatos graves e aqueles que tenham necessidade de intervenção imediata da Polícia Civil) e
    – Remessa no SPJ e ao Poder Judiciário (exceto casos com prazos, APF e que tenham réus presos).
    Os policiais que estiverem participando da Operação Verão no litoral, também deverão ser convocados para integrarem a Operação Padrão. A categoria vai deliberar a melhor data para executar a entrega das viaturas e telefones;
  4. Pressionar, já a partir da próxima semana, os deputados estaduais, em particular o PDT e o PTB, nas suas respectivas bases para votarem contra o Pacote na íntegra. Junto com a pressão diretamente nas suas cidades, encaminhar a carta da UGEIRM (clique aqui e veja a Carta), exigindo a rejeição das PECs, a todos os deputados estaduais;
  5. Paralisação dos Policiais Civis durante os dias de votação do Pacote na Assembleia Legislativa, provavelmente de 24 a 26 de janeiro;
  6. Realização de uma grande Marcha da Segurança Pública, no início das votações do Pacote. Ato Público em frente à Secretaria de Segurança Pública, Secretaria da Fazenda e Palácio Piratini. Essa proposta vai ser posta em discussão em reuniões nas DPs do interior, região metropolitana e departamentos da capital;
  7. Investimento em campanha de mídia, com outdoors e busdoors, denunciando o desmonte da segurança pública, o aumento da violência e o esvaziamento das polícias;
  8. Participação nos atos convocados pela COBRAPOL contra a Reforma da Previdência, com envio de ônibus a Brasília. O primeiro ato acontecerá, provavelmente, no dia 8 de fevereiro;…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

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3 Comentários

  1. Esta na hora de colocar na pauta a discussão a respeito da estabilidade do funcionalismo público. Se as corporações têm direito a defender seus interesses, a população que paga a conta também tem.

  2. Vocês estão pagando a conta para o governo, mais o governo não repassa para os funcionarios, acho que vocês que pagam deviam era cobrar de quem fica com o dinheiro, pois ninguém vai botar a cara na frente de bala, sem receber, se você consegue fazer isso faz um concurso e mete bronca.

  3. O governo não repassa porque sabidamente não tem.

    E não tem porque o Estado é enorme onde não devia,
    porque por anos e anos gastou muito mal,
    porque alguns governos deram aumentos a servidores, sem previsão de caixa suficiente, para várias classes funcionais “escolhidas a dedo”,
    porque não fizeram reformas estruturais,
    porque não consegue demitir os funcionários em excesso,
    porque paga demais a cargos comissionados,
    porque tem companhias que não deveria ter, que prestam um serviço notoriamente deficiente de qualidade à sociedade (CEEE e CORSAN) exatamente porque as gestões são públicas, políticas, inchadas de comissionados,
    porque muitas classes tinham (e ainda têm) um plano de carreira com muitas regalias diferenciadas do setor privado,
    porque gasta mais do que deve,
    porque tem funcionários públicos em excesso,
    porque tem uma máquina que não é eficiente nem produtiva,
    porque tem servidores ganhando muito acima do teto,
    porque os Poderes Legislativo e Judiciário lavam as mãos e estão blindados de qualquer exigência de mudanças em relação aos orçamentos, podem fazer os orçamentos que bem quiserem, mesmo que exista caixa suficiente, porque há funcionários no topo da carreira ganhando muito bem com regalias como auxílio-moradia, porque há cargos comissionados em excesso, etc… da mesma forma que tem no Executivo.

    Enfim, porque tivemos muitos governos incompetentes que só sabem aumentar impostos, afugentaram investimentos e a iniciativa privada, porque não são criativos, porque o Estado está nas mãos dos servidores, sempre intransigentes nas defesas das mordomias que têm em relação ao setor privado.

    E é impressionante a miopia das classes de servidores dos serviços essenciais, como professores e policiais civis, que continuam sendo contra as mudanças estruturais, mesmo que isso resulte num grande fôlego do caixa que os possibilite finalmente receber em dia. Querem, de forma míope, manter o Estado exatamente como está, ou seja, quebrado, um paquiderme inerte, porque são corporativistas. Parece que a coisa não pode melhorar, e daí melhorar para eles, querem manter um monte de fundações, órgãos sem sentido, companhias que deveriam estar no comando da iniciativa privada, não querem que exonerem seus colegas descompromissados e incompetentes, não querem enxugar a máquina, logo, querem o milagre da multiplicação de pães sem mesmo os pães.

    Vocês, profissionais dos serviços essenciais públicos, deveriam ir às praças e fazer passeatas apoiando toda tentativa do Estado de se desfazer de tudo que não tem sentido de o Estado cuidar, desde bens, de poder demitir, para que enfim, a partir daí, com condições operacionais mais realistas, o Estado possa finalmente atender o seu papel principal, o de prestar serviços essenciais e pagar bem aos servidores que merecem ficar. O resto é esquizofrenia.

    Rezem, façam votos para que a coisa melhore aqui com as mudanças que precisam acontecer, o quanto antes, porque senão vai ficar pior que o Rio de Janeiro.

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