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Como virei o secretário mais parceiro na Capital – por Giuseppe Riesgo

“Foi assim, na prática, que eu entendi que técnica sem execução é só teoria…”

Sempre fui um político que odeia ser político. Provavelmente, no meu mundo ideal, quanto menos político melhor para todos. Mas aí veio a Secretaria de Parcerias na minha vida e tudo mudou – calma, eu ainda acredito nisso tudo, só que de um jeito diferente. Explico.

Eu sempre tive um perfil técnico. Não raras vezes me empolgo com assuntos que, para a maioria, são de dar sono. Quando deputado, até 2023, a tribuna era meu lugar preferido.

Em 2025, aceitei o convite do prefeito Melo e virei o mais jovem secretário da maior prefeitura do Estado. Melo provocou: “Guri, aqui não tem tribuna, só problemas para serem resolvidos!”

E em contrapartida, tive liberdade dele de colocar em prática tudo em que acredito.

Fizemos as coisas acontecerem. Tiramos projetos do papel, destravamos ideias boas e mostramos que dá para melhorar a cidade com mais eficiência e menos burocracia.

As churrasqueiras do Parque Marinha do Brasil, ao lado do Beira-rio, acabaram virando um símbolo dessa gestão. Não só pela obra em si, mas pelo que representam: espaço público bem cuidado, com uso de verdade pela população. Até mesmo pelos gremistas.

E a mesma lógica foi aplicada em outros pontos da cidade. Viadutos que antes estavam abandonados começaram a ser ocupados por quem quer empreender, gerar renda e dar vida de novo para esses espaços. A cidade melhorou quando damos liberdade para quem quer trabalhar.

Ao mesmo tempo, estruturamos projetos que vão mudar Porto Alegre lá na frente. A Parceria Público-Privada dos resíduos sólidos vai organizar de vez a coleta e o tratamento do lixo. A PPP Escola Bem-Cuidada vai garantir estrutura digna para milhares de alunos e professores e ainda com economia de dinheiro público.

Já na Orla e no Gasômetro, o trabalho seguiu na mesma linha: qualificar, trazer mais vida e garantir que esses espaços continuem sendo públicos, mas funcionando melhor.

Foi assim, na prática, que eu entendi que técnica sem execução é só teoria… e que quando é bem feita, a política não atrapalha, ela resolve.

Isso não mudou o que eu penso sobre. Só reforçou.

Eu continuo achando que o Estado tem que ser menor. Mas agora tenho ainda mais convicção de que ele pode, e deve, funcionar melhor.

Tudo isso parte de um princípio muito claro pra mim: parceria. E, como secretário da pasta, virei parceiro de quem trabalha, de quem empreende e de quem quer ver a Capital dar certo.

Agora começa uma nova etapa.

Com a desincompatibilização do cargo, coloco meu nome como pré-candidato a deputado estadual pelo NOVO. Não por projeto pessoal, mas para ampliar esse modelo que deu certo em Porto Alegre e pode ser replicado em todo o Estado, especialmente na minha cidade, Santa Maria. O Rio Grande do Sul precisa voltar a ser um lugar de oportunidade. Um Estado mais enxuto, que funcione melhor e que não fique no caminho de quem quer crescer.

Eu acredito em um Rio Grande onde se possa construir a vida sem precisar ir embora. Sem precisar ir para Florianópolis para ganhar dinheiro ou ver teus filhos a horas de saudade.

E é por isso que vamos seguir. Para sermos parceiros de quem quer crescer e ajudar a construir um Rio Grande para ficar. Também no discurso e, mais do que nunca, na prática.

(*) Giuseppe Riesgo é ex-secretário de Parcerias da Prefeitura de Porto Alegre e ex-deputado estadual pelo partido Novo. Ele escreve no site às quintas-feiras.

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12 Comentários

  1. Resumo da opera. Dizia o outro que fazer sempre a mesma coisa e esperar resultado diferente é insanidade. Paga-se uma exorbitancia de impostos para sustentar a maquina publica infeficiente e ineficaz. Agora a moda é vender a ‘parceria’. Só não falam nas contrapartidas. No caso das churrasqueiras, algo como 2 milhões, foi facultado o uso de terreno publico como estacionamento em dias de jogos.

  2. ‘Não por projeto pessoal, mas para ampliar esse modelo que deu certo em Porto Alegre […]’. Onde ficarão as churrasqueiras?

  3. ‘Com a desincompatibilização do cargo, coloco meu nome como pré-candidato a deputado estadual pelo NOVO.’ Ninguém sabia que isto iria acontecer. Total surpresa.

  4. ‘Tudo isso parte de um princípio muito claro pra mim: parceria. E, como secretário da pasta, virei parceiro de quem trabalha, de quem empreende e de quem quer ver a Capital dar certo.’ Coisa das faculades. Trabalho em grupo um faz e os outros colocam o nome na ‘parceria’.

  5. ‘Foi assim, na prática, que eu entendi que técnica sem execução é só teoria…’. ‘Tecnica’ de enrolação isto sim. Alas, como dizia Mike Tyson, todo mundo tem um plano até levar um soco na boca.

  6. ‘Já na Orla e no Gasômetro, o trabalho seguiu na mesma linha: […]’. Só aconteceu a renovação da cessão a prefeitura.

  7. ‘[…] estruturamos projetos que vão mudar Porto Alegre lá na frente.’ ‘A Parceria Público-Privada dos resíduos sólidos vai […]’. ‘A PPP Escola Bem-Cuidada vai […]’. Vão, Vai. Vai. Alas, segunda vez, pelo menos, que estes assuntos aparecem na coluna.

  8. ‘As churrasqueiras do Parque Marinha do Brasil, ao lado do Beira-rio, acabaram virando um símbolo dessa gestão.’ “Guri, aqui não tem tribuna, só problemas para serem resolvidos!”. Sem dúvida um problemaço. A parceria é simples, o clube fez a obra e os politicos participaram na hora da foto.

  9. ‘Em 2025, aceitei o convite do prefeito Melo […]’. Politicos que não conseguem se (re)eleger ganham cabides. Nada Novo nisto.

  10. ‘Eu sempre tive um perfil técnico. Não raras vezes me empolgo com assuntos que, para a maioria, são de dar sono. Quando deputado, até 2023, a tribuna era meu lugar preferido.’ Tecnico no quê? Bacharel em direito. Carga horária para cursos de pós-graduação no Brasil é 360 horas-aula. Curso em Gergetown 325 horas. O Mises tem 393 horas, não se sabe se é reconhecido. Dilma, a humilde e capaz, dizia que tinha mestrado e doutorado. Não tinha.

  11. ‘Sempre fui um político que odeia ser político. Provavelmente, no meu mundo ideal, quanto menos político melhor para todos.’ Deve odiar mais trabalhar.

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