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EDUCAÇÃO. Magistério estadual se decide pela greve. Movimento paredista é ‘inoportuno’, afirma o governo

Professores aprovam greve nas escolas estaduais a partir do dia 15. Governo divulgou nota em que considera o movimento “inoportuno”

Do portal do Correio do Povo, com foto de CAROL FERRAZ (CPERS/Divulgação)

Os professores aprovaram a realização de greve nas escolas estaduais do Rio Grande do Sul em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira no Gigantinho, em Porto Alegre. A paralisação tem início a partir dia 15 de março por tempo indeterminado.

A assembleia organizada pelo Cpers/Sindicato faz parte de uma mobilização nacional dos professores, que, entre outras pautas, combate à proposta de alteração da previdência apresentada pelo governo federal.

Além da questão da previdência, o Cpers destaca que a mobilização no Rio Grande do Sul ocorrem também pelo temor de que haja falta de professores em áreas específicas da rede estadual. O sindicato ainda protesta por conta do parcelamento de salários adotados pelo governo do Estado desde o ano passado.

Após a aprovação da greve, os professores iniciaram caminhada até o Centro de Porto Alegre.

Em nota, a Secretário Estadual de Educação afirmou que a grave é “inoportuna” por conta do início do ano letivo.

Confira a nota completa do governo do Estado

Sobre a informação divulgada pelo Cpers Sindicato, após ato de um grupo de sindicalistas que decidiu deflagrar greve a partir do dia 15 de março, a Secretaria da Educação torna público o seguinte posicionamento:

1 – A medida é inoportuna, visto que o ano letivo de 2017 se iniciou nesta segunda-feira (6) e a greve afetará diretamente a comunidade escolar, especialmente os mais de 900 mil estudantes.

2 – O país enfrenta uma recessão econômica sem precedentes, o que impacta diretamente o Rio Grande do Sul, que atravessa a maior crise econômica de sua história. No entanto, o Governo do Estado pagou o completivo do piso do magistério referente ao período de 2015 a 2017, impactando R$ 200 milhões/ano nos cofres públicos. Isso para que nenhum professor tivesse remuneração inferior ao piso nacional.

3 – Nos últimos meses de 2016, o Governo do Estado fez outro esforço para pagar a alteração de nível dos professores, resultando no aumento de R$ 25 milhões/ano na folha de pagamento do funcionalismo.

4 – A Secretaria da Educação confia que os nossos professores estaduais permanecerão em sala de aula, em respeito aos alunos e à comunidade escolar.

PARA LER A ÍNTEGRA, NO ORIGINAL, CLIQUE AQUI.

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Um Comentário

  1. Sinceramente, é uma falta de responsabilidade bárbara com os alunos e a qualidade do ensino mais essa greve. Ninguém aguenta tanta mesmice sem resultados. A cada greve, mais desacreditada e desrespeitada fica a profissão.

    Com certeza os professores ganham salários menores que os justos, e agora estão atrasados. Ninguém merece isso, mas é notável que greves do magistério, acontecendo há mais de 30 anos com regularidade, muitas delas por meses e boa parte delas com intenção político-ideológica, ajudaram a piorar muito a qualidade educacional do aluno nesse estado.

    As greves nunca foram eficientes para melhorar salários, nunca melhoraram a qualidade da educação, nunca mudaram a forma pedagógica para ser mais eficiente, ela só piorou porque o analfabeto funcional vai passando de ano até o fim do Ensino Médio, formam analfabetos funcionais, desqualificaram a profissão (por empoderamento ideológico de uma minoria).

    Perderam o senso do que é serviço público. Teimosamente, acham-se com direitos maiores que todos os demais cidadãos que pagam a conta, acham que podem mandar no plano de carreira e nas escolas e “esqueceram” que educação é serviço essencial, que não pode parar. A lei de greve é extremamente tolerante. Educação é serviço essencial, não pode parar.

    Mais, querem que as coisas melhorem? Então deveriam se tocar que devem apoiar todas as reformas que façam o Estado enxuto e eficiente, devem apoiar as privatizações que finalmente desonerariam o Estado de tantos passivos e tapariam buracos históricos no caixa, podendo-se daí pagar precatórios. Há professores que estão há mais de 20 anos na fila e não vão receber tão cedo. Querem deixar os precatórios para os netos? Ou vão fazer mais uma greve para fazer cair dinheiro do céu que nem lá tem?

    Ou seja, professores de verdade, saiam “fora da caixinha” porque isso já cansou. As greves de vocês cansaram. São inúteis. Sempre foram. Façam passeatas para exigir que o Estado faça as reformas, sejam pró-ativos, não corporativistas, pois aí sim, com olhos na realidade, na real mudança na estrutura do Estado, vocês aumentarão muito a chance de receberem finalmente os salários em dia e o piso merecido.

    Enquanto ficarem nesse chrororô de 30 anos que não funciona, enquanto se mantiverem intransigentes com atos que não funcionam, enquanto continuarem piorando a educação pública com as greves, nada vai mudar para melhor. Estão há 30 anos nessa vida e ainda não aprenderam? Não está na hora de trocar os dirigentes que só sabem fazer greves e elencar pessoas que enxergam a realidade?

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