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CRÔNICA. Orlando Fonseca, os perfis falsos, ‘fake news’ e a necessária volta ao “conhece-te a ti mesmo”

“…Máquina não tem autoconsciência, portanto, não haverá de ter sonhos, esperança, medo, afeto. Grandes computadores podem ser felizes ou tristes? Podem se comover, agir por impulso, ter raiva? Entretanto, há quem acredite que em breve poderão tomar decisões que modificarão as vidas dos seres humanos que, em vez de conhecerem a si mesmos, estão cada vez mais delegando às máquinas a tarefa de administrar o seu cotidiano. Estamos convivendo hoje com uma geração que tem uma fé inabalável na inteligência artificial. E não tem culpa disso, pois já nasceu em um mundo cibernético, e os seus pais colocaram em suas mãos, de imediato, um tablet ou um smartphone.

Uma das grandes crises do mundo atual persiste na capacidade que o ser humano alcançou em sua trajetória de autoconhecimento, desde Sócrates e seus pares, de ensinar aos demais o valor de conhecer a si mesmo. Ouso dizer que todos os professores em sala de aula hoje foram formados no antigo sistema da plataforma impressa, da leitura e da pesquisa individual através do uso da inteligência natural. Dentre as profissões que vão desaparecer nas…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Sobre conhecimento”, e também outra nota (“Livro que estou lendo”), de Orlando Fonseca. Orlando é professor titular da UFSM – aposentado, Doutor em Teoria da Literatura, PUC-RS, e Mestre em Literatura Brasileira, UFSM. Exerceu os cargos de Secretário de Cultura na Prefeitura de Santa Maria e de Pró-Reitor de Graduação da UFSM. Escritor, tem vários livros publicados, foi cronista dos Jornais A Razão e Diário de Santa Maria. Tem vários prêmios literários, destaque para o Prêmio Adolfo Aizen, da União Brasileira de Escritores, pela novela Da noite para o dia, WS Editor; também finalista no Prêmio Açorianos, da Prefeitura de Porto Alegre, pelo mesmo livro, em 2002.

OBSERVAÇÃO DO EDITOR: a imagem que ilustra esta nota é reprodução da internet,.

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3 Comentários

  1. Vai desempregar? Claro, assim como o surgimento da eletricidade desempregou milhares e milhares de operários fabricantes de velas e lampiões, pessoas que não tinham como se reposicionar num novo status tecnológico. Mas isso impediu a aceitação da eletricidade? Não. A sociedade incorpora o novo status e não quer saber de voltar para os tempos das cavernas, mesmo se sindicatos fizessem greves e colocassem fogo nas ruas.

    É problema até hoje aquele desemprego? Onde? A economia se diversificou, muitas novas profissões surgiram, milhões de novos empregos foram gerados em situações nunca imaginadas nem previstas com a eletricidade. Voltar para as cavernas, às charretes e aos lampiões não é opção.

  2. IA usa conhecimento como base de decisão e ação. Não usa ideologia. Não usa sistema de crenças. Não precisa ter medo nem sentimentos, basta saber resolver problemas.

    Torço para que IA seja aplicada o quanto antes em gestão pública. Seria a “salvação da lavoura” frente ao absurdo que se vive hoje, já no século XXI, quando vivemos democracias para o pior dos resultados: colocamos nos cargos públicos representantes incompetentes ou que tomam decisões não baseadas em conhecimento, mas com apego a ideologias. Ideologia nunca funcionou em lugar nenhum. Na gestão, comprovadamente são um arraso. Que venha, IA!

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