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BASTIDORES. Segurança no transporte coletivo, homofobia, dossiê do Tony e apoio a Helen Cabral

Vereador divulga vídeo no qual tenta provar ter sido vítima de provocações

Helen é autora da proposta que busca desenvolver protocolo de segurança às mulheres no transporte coletivo (Foto Reprodução)

Por Maiquel Rosauro

Os vereadores de Santa Maria aprovaram, nesta quinta-feira (4), o Projeto de Lei 9910/2025, de Helen Cabral (PT), que cria um protocolo de segurança voltado ao enfrentamento à violência contra a mulher no Sistema de Transporte Público Coletivo. Ao mesmo tempo, foram aprovadas duas emendas da própria autora que atualizam o texto.

A matéria recomenda o acionamento imediato do aparato policial ao presenciar situações previstas nas leis que criminalizam a importunação sexual, o abuso e a violência contra a mulher, além de acionar o conselho tutelar nos casos em que as crianças e adolescentes sejam vítimas ou testemunhem o momento de situação de violência no transporte público coletivo.

A proposta também incentiva a promoção de atividades educativas e pedagógicas voltadas à conscientização das situações de violação dos direitos das mulheres.

Homofobia

Os parlamentares também aprovaram uma moção de repúdio ao treinador do Internacional de Porto Alegre, Abel Braga, o qual fez um comentário homofóbico a respeito do uso de camiseta cor-de-rosa pelos atletas. O autor da iniciativa foi o vereador Rudinei Rodrigues (MDB).

Dossiê do Tony

Um dia após pedir desculpas por quase partir para cima de Helen Cabral na sessão de terça (2), o vereador Tony Oliveira (Podemos) passou para o ataque.

Nesta quinta (4), ele divulgou um vídeo com cenas da sessão no qual busca provar que foi provocado pela petista e ainda pela vereadora Alice Carvalho (PSol). Assista abaixo.

Tony, assim como já havia feito na nota publicada na quarta (3), limitou os comentários no vídeo.

Apoio à Helen

Helen, por outro lado, recebeu notas de apoio da Bancada do PT/PCdoB da Assembleia Legislativa, da Secretaria Estadual de Mulheres do PT/RS e do Instituto Marielle Franco.

Na sessão desta quinta (4), na tribuna, ela disse que Tony realizou um ataque covarde.

“A violência política de gênero não é um ataque apenas a mim, é um ataque a todas as mulheres que ousam ocupar espaços de poder, falar alto, discordar e existir. O que ocorreu não vai nos calar. Pelo contrário: reforça em mim o compromisso com a democracia, com a justiça e com o direito das mulheres de participarem da vida pública com segurança e respeito”, publicou a parlamentar.

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