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ESTADO. A greve dos servidores acabou. No lugar, entra “Operação Padrão”. Mas como isso acontecerá?

Em reunião na tarde desta sexta, coordenação unificada dos servidores decidiu encerrar paralisação. Operação Padrão na segurança. Só os professores continuam em greve até o dia 11
Em reunião nesta sexta, coordenação unificada dos servidores decidiu encerrar paralisação. Operação Padrão na segurança. Só os professores continuam em greve até o dia 11

Os servidores estaduais, com exceção do Magistério (que mantém o movimento ate o dia 11), decidiram terminar a greve na noite desta sexta-feira. Mas manterão, especialmente na área de segurança pública, a “operação padrão”. Mas, o que é isso, mesmo? Um bom exemplo pode ser encontrado na polícia civil: não haverá horas extras, pois elas não são pagas. Nem vão correr atrás de combustível, quando ele faltar. Na Brigada Militar, a orientação das lideranças é clara: “só sair do quartel com armamento adequado, equipamento e viatura”.

Poois é. Ah, e a luta se transfere, provisoriamente, à Assembleia Legislativa, onde uma série de projetos considerados restritivos ao funcionalismo estão em discussão. Ali haverá pressão, com certeza, enquanto que, no final da próxima semana, novas assembleias podem definir pelo retorno à greve, como você pode conferir no material publicado pelo jornal eletrônico Sul21. A reportagem é de Jaqueline Silveira, com foto de Guilherme Santos. A seguir:

Servidores estaduais encerram greve, mas entram em operação padrão

Os servidores públicos estaduais decidiram encerrar, no fim da noite desta sexta-feira (4), a greve deflagrada na última segunda-feira (31). Só os professores continuam paralisados até o dia 11, data em que fazem assembleia para avaliar o movimento. As demais categorias, entretanto, voltam ao trabalho em ritmo de operação padrão e na próxima terça-feira (8), após o feriadão, realizam diversas assembleias para avaliar a possibilidade de retomar a paralisação. Essas decisões foram definidas na tarde desta sexta pela Coordenação Unificada dos Servidores.

A paralisação geral do funcionalismo foi desencadeada pelo fato de o governo do Estado parcelar os salários em até quatro parcelas. Durante a semana, especialmente os servidores da área de seguranças só atenderam casos emergenciais, como as ocorrências envolvendo crimes contra a vida.  Agora, com a operação padrão, as atividades serão realizadas, porém limitadas. “Vamos fazer só o que a lei prevê”, avisou a diretora do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm), Neiva Carla Back Leite. Ela afirmou que os policiais não irão, por exemplo, fazer hora extra, já que não recebem. “Também se uma viatura não tiver combustível, não vamos correr atrás para arrumar”, exemplificou a dirigente sindical.

Já os policiais militares optaram pelo aquartelamento durante os dias de greve e só deixaram as unidades para também atender casos de emergência. Conforme o presidente da Associação de Cabos e Soldados, Leonel Lucas, alguns quartéis devem encerrar o aquartelamento só na manhã de sábado (5). Depois, o ritmo de trabalho segue de operação padrão. “Só vamos sair dentro da legalidade, se tiver armamento adequado, equipamento e viatura”, explicou Lucas.  O representante da categoria acrescentou que a associação está fazendo um levantamento do movimento e na próxima terça será feita uma avaliação.

Os agentes penitenciários, conforme o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários  do Estado do Rio Grande do  Sul (Amapergs), Flávio Berneira, também terão o trabalho reduzido. “Durante a greve, o trabalho era zero”, comentou ele. Nesse período, não foi feita a transferência de presos nem o transporte dos mesmos para as audiências, além da limitação  das visitas de familiares. Neste final de semana, segundo Berneira, serão realizadas assembleias nas principais cidades do Estado para discutir a retomada da greve…”

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