Não custa lembrar. Com o filão dos nomes de rua se esgotando, restam só as medalhas
Confira a seguir nota publicada na manhã de 15 de maio de 2007, uma terça-feira:
Parlamento. Sobra pouco para edis, em qualquer nível. O jeito é festejar. Critério? Pra quê?
A grande realidade é que o grande legislador brasileiro é o Executivo. E não o Legislativo. As grandes questões, sejam elas comunais, provinciais ou federais, passam mesmo é por quem está no Poder. Inclusive, ou será sobretudo?, porque o regime é presidencialista.
Não é por acaso, portanto, que os principais projetos têm origem no Presidente da República, nos Governadores de Estado e nos Prefeitos. E cabe ao parlamento apreciar (e normalmente aprovar) o que lhe é oferecido. E fiscalizar o cumprimento – que seria o ideal, mas é bloqueado também pelos administradores, como mostram as CPIs em todos os níveis.
Querem exemplo de iniciativa do Executivo? Em Brasília, o Plano de Aceleração do Crescimento foi proposto, e até implantado por Medida Provisória, pelo Presidente da República. No Rio Grande, a proposta de saneamento das finanças públicas passa inevitavelmente pela Assembléia – mas quem já propôs (inclusive tentando aumentar impostos) foi a governadora.
No caso santa-mariense, todas as grandes proposições (Centro de Eventos, Shopping Popular, Casa de Saúde, etc) têm a assinatura do prefeito. Inclusive porque mexem com troco, o que de cara é proibido aos legisladores. Então…
Para conferir a íntegra da nota, acesse aqui.
PASSADOS EXATAMENTE 11 MESES, a única coisa que mudou foi a fúria (literal) de uns e outros. Quanto ao resto, está exatamente igual: aos legisladores sobram, no caso local, os nomes de rua. E, como até esse filão parece esgotado, a saída foi aumentar o número de homenagens, agora traduzida na forma de medalhas e comendas. Quanto à fiscalização, que é função dos parlamentares, ficou obscurecida pelo bate-boca – que há quem entenda ser debate político. Então, tá.





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