PROTESTO. Ações nas ruas centrais de Santa Maria antecedem ao início dos efeitos da reforma trabalhista

PROTESTO. Ações nas ruas centrais de Santa Maria antecedem ao início dos efeitos da reforma trabalhista

PROTESTO. Ações nas ruas centrais de Santa Maria antecedem ao início dos efeitos da reforma trabalhista - maiquel-protesto

Manifestantes percorreram as principais ruas do Centro de Santa Maria nesta sexta. Número razoável de pessoas participou das atividades

Por MAIQUEL ROSAURO (texto e foto), da Equipe do Site

A Reforma Trabalhista já está em vigor no Brasil. O projeto aprovado pelo presidente Michel Temer (PMDB) começou a valer neste sábado (11). Em Santa Maria, um protesto no Centro da cidade antecipou o início desta nova era no país.

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A Greve Geral planejada pelo movimento sindical para ocorrer por todo o Brasil não ocorreu. A mobilização em Santa Maria seguiu um roteiro já desgastado: ato na Praça Saldanha Marinho e marcha pelas ruas centrais. Embora um bom número de manifestantes tenha participado, há o entendimento geral de que a população ainda não entendeu as consequências da reforma.

Para a diretora do Sindicato dos Professores Municipais (Sinprosm), Celma Pietczak, as pessoas parecem estar anestesiadas com as promessas de diminuição do desemprego divulgadas pela grande imprensa.

“A maioria de nós, professores municipais, atua na periferia com o filho do trabalhador, que muitas vezes já está em um serviço precarizado. Com esta reforma, essa precarização passa a ser legitimada”, explica Celma.

Opinião semelhante possui o deputado estadual Valdeci Oliveira (PT), que já recolheu mais de 800 assinaturas contrárias à Reforma Trabalhista. A campanha faz parte de uma iniciativa da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que visa ingressar com um Projeto de Lei de Iniciativa Popular na Câmara dos Deputados para anular a reforma.

“Eu pessoalmente tenho a convicção que amanhã (sábado) abre-se um processo de escravidão no século XXI. Do que jeito que foi aprovada, esta reforma traz um retrocesso. O que nem a Ditadura Militar conseguiu mexer na CLT, esses golpistas de plantão conseguiram mudar”, critica o petista.

Mesmo diante de um cenário obscuro para os trabalhadores, há quem defenda que este deve ser o momento de unidade da classe trabalhadora. É o caso do diretor do Sindicato dos Bancários de Santa Maria e Região, Marcello Carrión.

“A situação é assustadora, pois há uma destruição das garantias conquistadas. Este é o momento no qual as pessoas que apoiaram equivocadamente o golpe devem vir para a rua lutar contra este desmonte nas relações de trabalho”, salienta o dirigente sindical.



5 comentários

  1. Jorge

    “Cenário obscuro para os trabalhadores”. Até parece. A coisa vai ficar bem feia se não acontecerem reformas nesse Estado brasileiro “miserê”, que não funciona nada.

  2. O Brando

    Manifestantes compostos na maioria de funcionários públicos, sindicalistas e militantes, gente que não trabalha preocupada com leis trabalhistas. Valdeci entrou para sindicato há muitos anos atrás e depois foi para a política, há séculos não sabe o que é trabalhar de verdade.

  3. Jorge

    “Alguns sindicatos, vinculados a diferentes centrais, resolveram simplesmente ignorar a lei [que acaba com o imposto sindical obrigatório] e transformaram as suas próprias assembleias em edículas do Congresso Nacional, aprovando novas formas de “contribuição” a serem pagas por todos os trabalhadores, sindicalizados ou não, como uma espécie de compensação pelo fim do imposto sindical. O sindicato dos metalúrgicos de São Paulo, …. , vinculado à Força Sindical, chegou a aprovar em uma assembleia realizada no início de outubro uma “contribuição” correspondente a 1% do salário anual dos trabalhadores. Para ter uma ideia do disparate, caso passasse a ser cobrada, a gatunagem envernizada representaria 3,5 vezes o valor pago anteriormente pelos trabalhadores como imposto sindical, ora extinto.”

  4. Jorge

    “O fato de essa exorbitância ter sido considerada ilegal pelo Ministério Público do Trabalho, por óbvia afronta à Lei n.º 13.467 – que proíbe expressamente qualquer desconto sindical sem a autorização do trabalhador – e também à Constituição, que não dá às assembleias de sindicatos as prerrogativas do Poder Legislativo, não foi suficiente para aplacar a sanha de sindicalistas que querem continuar sendo abastecidos por grandes fortunas sem ter de se esforçar para convencer aqueles que representam, ou deveriam representar, da importância social de suas funções.” Editoral do Estadão, “capitalista selvagem”, está muito mais preocupado com o trabalhador do que os sindicatos que adoram uma mamada sem esforço.

  5. Jorge

    Viva o trabalhador, que precisa de sindicatos que adoram uma mamada, pois é um oprimido pela “elite capitalista” e agora vive uma “situação obscura”.

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